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Presidente dos EUA rejeita oleoduto para transportar betuminosas do Canadá

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou hoje a construção de um controverso oleoduto, Keystone XL, entre o país e o Canadá, encerrando anos de um tenso debate político.

© Jonathan Ernst / Reuters

Obama justificou a rejeição explicando que o plano "não serve os interesses nacionais dos Estados Unidos", porque não iria ajudar o meio ambiente e também não iria contribuir significativamente para o crescimento da economia a médio prazo, além de não ir baixar de forma visível os preços da energia.

Em causa estão as areias betuminosas do Canadá, afirmando o Presidente que em vez de construir um oleoduto de 1.900 quilómetros (de Alberta ao Golfo do México) os Estados Unidos deveriam antes concentrar-se no desenvolvimento de tecnologias que produzam empregos e energia limpa.

"A América é agora um líder mundial quando se trata de tomar medidas sérias para combater as alterações climáticas", disse Barack Obama, acrescentando que se aprovasse o projeto iria por em causa essa liderança.

Os comentários do Presidente surgem poucas semanas antes de viajar para Paris (Conferência de Paris) para participar numa cimeira sobre alterações climáticas e da qual deve de sair um acordo para limitar as emissões de carbono em todo o mundo.

A rejeição norte-americana ao projeto acontece poucos dias depois da posse do novo primeiro-ministro do Canadá (centro-esquerda), Justin Trudeau, que já lamentou a decisão de Obama mas que concordou em trabalharem conjuntamente em questões como a energia e o clima.

A decisão de hoje surge mais de sete anos depois do primeiro pedido de construção do oleoduto, destinado a transportar petróleo e areias betuminosas do Canadá. Nos Estados Unidos foi saudade pelos democratas e por ambientalistas e criticada pelos republicanos.

Justin Trudeau lamentou a decisão do Presidente norte-americano mas acrescentou que as relações entre os dois países são muito mais importantes do que um projeto.

TransCanada, o operador do oleoduto, anunciou entretanto em comunicado que ia examinar as opções e admitiu apresentar uma nova proposta de oleoduto.

O projeto sempre foi muito criticado pelos ambientalistas, que dizem que a extração das areias betuminosas implica um grande gasto de energia e produz grandes quantidades de gases com efeito de estufa.

Lusa

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