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Mário Soares elogia Helmut Schmidt

O ex-Presidente Mário Soares expressou hoje "grande consternação" pela morte, aos 96 anos, do antigo chanceler alemão Helmut Schmidt, que classificou como "grande estadista alemão", numa mensagem de condolências enviada à família.

(SIC/ Arquivo)

(SIC/ Arquivo)

"Foi com grande consternação que recebi a tristíssima notícia do falecimento do grande estadista alemão e meu querido amigo Helmut Schmidt. Sempre o admirei e tive por ele um grande apreço", lê-se no texto a que a Lusa teve acesso.

Mário Soares definiu o antigo dirigente social-democrata alemão, chanceler de 1974 a 1982, como uma "personalidade de grande rigor e competência" e "uma referência para a Alemanha e para a União Europeia".

"Não posso esquecer o grande apoio que sempre deu a Portugal", frisou.

"Apresento à família enlutada, ao SPD e à Alemanha as minhas muito sentidas condolências", concluiu o ex-chefe de Estado português.

Chanceler a partir de 1974, após a demissão de outra grande figura da social-democracia alemã, Willy Brandt, e reconduzido em 1976 e 1980, Helmut Schmidt mostrou-se sempre inflexível perante a violência do grupo de extrema-esquerda Fação do Exército Vermelho (RAF), também conhecido como Baader-Meinhof, e foi o homem das reformas sociais e do apaziguamento com o Leste.

Conhecido como "o chanceler de ferro", Schmidt foi o primeiro a denunciar a implantação dos mísseis balísticos soviéticos SS-20, em 1977, e a defender a dos euromísseis da NATO.

Europeu convicto, criticou o modo como o seu sucessor Helmut Kohl conduziu a unificação da Alemanha.

Foi ainda o "pai" do sistema monetário europeu, juntamente com o antigo presidente francês Valéry Giscard d'Estaing.

Retirado da vida política há mais de 30 anos, ainda recentemente contribuía para os debates políticos e intelectuais do seu país.

Autor de três dezenas de livros, foi chefe de redação (1983) e depois diretor (1985-1989) do Die Zeit, um dos mais prestigiados semanários alemães.

Lusa

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