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Chineses inundaram página no Facebook da líder da oposição em Taiwan

Dezenas de milhares de internautas chineses inundaram hoje a página do Facebook da líder da oposição e candidata presidencial em Taiwan, Tsai Ing-wen, criticando-a por se opor a um encontro entre os líderes dos dois lados.

Líder da oposição e candidata presidencial em Taiwan, Tsai Ing-wen.

Líder da oposição e candidata presidencial em Taiwan, Tsai Ing-wen.

(Chiang Ying-ying/ AP)

Em Taiwan "existe democracia, a liberdade de expressão é uma garantia e todos se podem expressar", reagiu Tsai, face aos mais de 50.000 comentários feitos por internautas da China continental, onde aquela rede social está censurada.

"Prefiro ver este incidente pelo lado positivo e espero que os internautas chineses possam ver perfis de diferentes pessoas no Facebook. Convido todos a visitar a minha página", disse hoje Tsai à imprensa local.

Os presidentes da China e de Taiwan, Xi Jinping e Ma Ying-Jeou, respetivamente, reuniram-se no sábado passado, em Singapura, num encontro inédito e histórico.

A líder do Partido Democrático Progressista, mais cético em relação a Pequim, atacou Ma Ying-Jeou por não ter defendido a democracia e liberdade em Taiwan, durante o encontro, e por não se ter referido à ilha como República da China.

Esta semana, um jornal estatal da China acusou Tsai de ser "tacanha e egoísta".

Em editorial, o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista Chinês (PCC), disse que a líder da oposição em Taiwan "cometeu um erro", descrevendo-a como "raivosa".

Ela "expôs o seu apoio à independência", criticou o jornal, aludindo a uma postura que Pequim ameaça retaliar "usando a força", caso se concretize.

Depois da guerra civil chinesa ter acabado, com a vitória do PCC, o antigo governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, onde continua a identificar-se como governante de toda a China.

Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a "reunificação pacífica", segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau ("Um país, dois sistemas").

Do ponto de vista da diplomacia internacional, existe a República Popular da China, governada pelo PCC, e a República da China, na ilha de Taiwan, mas ambos os lados rejeitam uma divisão definitiva.

Taiwan tem previsto para janeiro a realização de eleições legislativas, e Tsai é a favorita a ganhar o exercício, numa altura em que a opinião pública taiwanesa olha com desconfiança para as relações cada vez mais estreitas com a China comunista.


Lusa

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