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Solidão faz o cérebro funcionar de forma diferente

É o que nos diz um estudo de um grupo de investigadores da Unversidade de Chicago, nos Estados Unidos. O cérebro de quem vive em isolamento social é capaz de desencadear sentimentos negativos que mexem com o sistema nervoso.

© Charles Platiau / Reuters

São pessoas mais negativas, ansiosas, não acreditam em sentimentos positivos. Vivem constantemente em estado de alerta, estão sempre "na defensiva", rejeitam relações sociais, principalmente com estranhos. É assim a solidão.

Agora está provado cientificamente que o cérebro das pessoas solitárias funciona de forma diferente. Está tudo explicado num estudo publicado na revista online Cortex, que analisou inquéritos feitos a 38 pessoas solitárias e 32 que não o eram.

Conta o "The Telegraph" que o casal de investigadores da Universidade de Chicago, Stephanie e John Cacioppo, descobriu que a solidão é capaz de desencadear sentimentos negativos que mexem com o sistema nervoso.

Os inquiridos foram sujeitos a vários testes em que se tinham que concentrar apenas na cor das palavras que estavam escritas numa tela e não no seu significado.

Foram usadas palavras de teor positivo, tais como festa, e negativo, como solidão. Ou palavras positivas sem conotação social, como alegria e tristeza.

Os investigadores repararam que na "primeira resposta" do cérebro, nos primeiros 280 milissegundos (um quarto de segundo), as pessoas solitárias entraram numa série de "microestados". Não se apercebiam do teor social da palavra negativa. Após esse período, passavam a reagir de forma diferente, entrando em estado de alerta.

Já o grupo de pessoas solitárias mostrou os mesmos microestados, mas durante mais tempo: metade de um segundo, cerca de 480 milissegundos.

A diferença parece mínima mas, acreditam os investigadores, prova que as pessoas que vivem em isolamento social, tendem a entrar em estado de vigilância mais rapidamente.

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