sicnot

Perfil

Mundo

Japão quer concentrar 500 militares perto das ilhas disputadas com a China

Japão planeia concentrar um contingente de 500 militares na ilha de Ishigaki, no sudoeste do país, próxima do polémico arquipélago Senkaku, epicentro de uma diferendo territorial com a China.

© Reuters Staff / Reuters

O Japão pretende instalar aquela unidade das suas Forças de Autodefesa (exército) a partir de 2019, informa hoje o jornal Asahi, citando fontes do Ministério da Defesa.

O contingente funcionaria como equipa de resposta rápida em caso de ser detetada uma infiltração de tropas estrangeiras e, ao mesmo tempo, teria como tarefa a operação e manutenção de um sistema de mísseis que se pretende instalar na ilha, que tem cerca de 48.000 habitantes e é um popular destino turístico.

Ishigaki, da qual dependem administrativamente as Senkaku (Diaoyu em chinês), encontra-se a aproximadamente uma centena e meia de quilómetros a sul de Uotsuri, o maior ilhote do controverso arquipélago.

Situadas no Mar do Sul da China, a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, as disputadas e desabitadas Senkaku têm, no total, uma superfície de cerca de sete quilómetros quadrados, mas estima-se que alberguem importantes recursos marinhos e energéticos.

O Japão tem apostado em reforçar as suas capacidades militares em torno das Senkaku devido ao recrudescimento da disputa com a China, em particular a partir de 2012, quando Tóquio decidiu nacionalizar vários ilhotes, desencadeando o protesto de Pequim.

Desde então, navios chineses têm navegado nas águas, que o Japão considera territoriais, em torno das Senkaku, entre quatro e 28 vezes por mês, segundo dados da guarda costeira nipónica.

No quadro do plano de reforço militar, o Japão está a construir uma base para acolher 150 militares na ilha vizinha de Yonaguni, a porção de terra habitada mais ocidental do arquipélago japonês, e prepara o desembarque de mais tropas nas de Miyakojima e Amami-Oshima, também no sudoeste do país.

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.