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Presidente venezuelano alega que assassínio de opositor foi feito por encomenda

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, considerou hoje que o assassínio do secretário do partido da oposição Ação Democrática, Luis Manuel Díaz, é um caso de morte por encomenda, para perturbar as eleições legislativas previstas para 06 de dezembro.

(arquivo)

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© Carlos Garcia Rawlins / Reute

"O ministro do Interior (Gustavo González López) já tem elementos que apontam para uma morte encomendada, ajuste de contas entre grupos criminosos", disse o Presidente.

Nicolás Maduro falava no Estado venezuelano de Portuguesa (480 quilómetros a sudoeste de Caracas), durante um encontro com camponeses e pescadores, que foi transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV).

O presidente da Venezuela enviou condolências aos familiares do falecido e anunciou que vai convocar uma conferência de imprensa para revelar o que diz ser a verdade sobre o crime.

Segundo Nicolás Maduro, o país "está a ser submetido a um processo de assédio imperialista, desde os Estados Unidos e seus aliados da direita internacional, apostando numa falência da Venezuela para pôr as mãos no poder político e nas riquezas".

Insistiu, por outro lado, que a oposição "deve apresentar provas" ao Ministério Público sobre as denúncias que faz, em que responsabiliza alegados simpatizantes do regime pelo crime.

Na noite de quarta-feira, Luis Manuel Díaz, secretário do partido Ação Democrática, foi morto a tiro durante um comício organizado pela coligação da oposição Mesa de Unidade Democrática, em Altagracia de Orituco (160 quilómetros a sudeste de Caracas).

As primeiras versões, não oficiais, dão conta que estava em cima de um palco e teria sido atingido por um tiro disparado a partir de uma viatura em movimento, no entanto, outras fontes indicam que um cidadão teria disparado contra um transformador elétrico e que após isso o dirigente opositor caiu no chão.

A oposição responsabilizou o Governo venezuelano pelos ataques, enquanto porta-vozes do Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, prometem levar os responsáveis perante a justiça e acusam a oposição de procurar gerar situações de violência para perturbar as eleições.

Cerca de 19,5 milhões de venezuelanos estão recenseados para votar nas eleições de 06 de dezembro, num escrutínio em que vão ser renovados os 167 lugares que compõem o parlamento venezuelano, incluindo três representantes indígenas.

Lusa

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