sicnot

Perfil

Mundo

Obama diz esperar mudança gradual de estratégia da Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje esperar uma mudança gradual na estratégia da Rússia na Síria, à medida que for sendo confrontada com o custo de manter Bashar al-Assad no poder.

(arquivo)

(arquivo)

© Carlos Barria / Reuters

"Penso que é possível que ao longo dos próximos meses vejamos uma mudança tanto nos cálculos dos russos como num reconhecimento de que é altura de pôr termo à guerra civil na Síria", disse Obama à margem da Cimeira do Clima em Paris.

"Não vai ser fácil. Já foi derramado demasiado sangue", disse, acrescentando que a Rússia investiu anos na manutenção do regime de Assad.

Mas, prosseguiu, o atentado do grupo extremista Estado Islâmico contra um avião de passageiros russo, em novembro no Egito, e o abate pela Turquia de um avião militar russo, na semana passada na Síria, vão alterar gradualmente a perceção do presidente russo, Vladimir Putin.

"Penso que Putin compreende, com o Afeganistão fresco na memória, que o resultado que ele pretende não é atolar-se num conflito civil inconclusivo e paralisante", disse Obama, referindo-se ao conflito dos anos 1980 no Afeganistão.

O presidente norte-americano admitiu as acentuadas diferenças que persistem entre os atores internacionais quanto ao futuro de Bashar al-Assad, mas considerou que a Rússia acabará por concordar que o presidente sírio tem de abandonar o poder.

"Considero que alguém que mata centenas de milhares do seu próprio povo não é legítimo", disse, referindo-se a Assad.

"Mas independentemente de considerações morais, em termos práticos é impossível a Assad voltar a unir o país e juntar todas as partes num governo inclusivo", acrescentou.

Segundo Obama, o próximo passo nos esforços diplomáticos é incluir nas conversações de Viena os grupos da oposição síria moderada: "Com alguns deles, francamente, não temos muito em comum, mas representam fações importantes dentro da Síria".

"A Rússia vai acabar por reconhecer que a ameaça que o ISIL representa para si, para o seu povo, é a mais significativa e que precisa de se colocar ao lado dos que, como nós, combatem o ISIL", disse, utilizando uma das designações alternativas do grupo extremista Estado Islâmico.

Lusa

  • Primeiro-ministro hoje na cidade da Praia 

    País

    O primeiro-ministro, António Costa, está hoje em Cabo Verde para a a IV cimeira bilateral entre Portugal e aquele país africano, aproveitando a passagem pela cidade da Praia para inaugurar a escola portuguesa.

  • Deputados britânicos debatem hoje petição que desvaloriza visita de Donald Trump

    Mundo

    Os deputados britânicos debatem hoje uma petição que reclama que a futura visita de Estado do Presidente norte-americano, Donald Trump, seja reduzida a uma visita oficial, enquanto dezenas de milhares de pessoas se manifestam sobre o mesmo assunto. Dezenas de milhares de pessoas são esperadas hoje nas ruas de várias cidades do Reino Unido, em protestos organizados para coincidir com a discussão no parlamento (na Câmara dos Comuns) de uma petição 'online' que já tem quase dois milhões de subscritores.

  • Portugal sem resposta de Moçambique sobre português desaparecido em Maputo
    1:25

    País

    Portugal tem tentado, sem sucesso, obter respostas das autoridades moçambicanas sobre o rapto de um empresário português há sete meses. De acordo com a notícia avançada este domingo pelo jornal Público, uma carta enviada há duas semanas pelo Presidente da República ao homólogo moçambicano não teve resposta. O Governo de Moçambique tem ignorado pedidos de informação das autoridades portuguesas.

  • Matteo Renzi demite-se da liderança do Partido Democrático

    Mundo

    O antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi demitiu-se hoje da liderança do Partido Democrata (PD), uma decisão que faz parte de uma estratégia para retomar o controlo da formação de centro-esquerda, onde uma minoria mais à esquerda ameaça cindir-se.