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Exército dos Estados Unidos abre a mulheres todos os postos de combate

O Exército norte-americano tomou a decisão histórica de abrir às mulheres todos os postos de combate, "sem exceção", incluindo os mais exigentes, como as unidades de elite", anunciou hoje o secretário da Defesa norte-americano, Ashton Carter.

Cliff Owen

As mulheres acederão a todos os postos de combate se "preencherem as condições" exigidas para esses cargos, precisou Carter, numa conferência de imprensa no Pentágono, referindo-se aos critérios de capacidade física.

Os elementos do sexo feminino "poderão conduzir tanques", "disparar morteiros", ser membros de forças especiais como "os Bóinas Verdes ou os Fuzileiros da Marinha" ou "liderar soldados de infantaria em combate", precisou o governante.

O Exército dos Estados Unidos deve ter acesso "ao maior número possível de talentos" e não pode deixar as mulheres de lado, explicou.

O secretário da Defesa reconheceu que não tinha aprovado o pedido dos Marines, o prestigiado corpo expedicionário norte-americano, de reservar alguns cargos para os homens.

Os Marines estavam isolados nesse pedido, já que os restantes ramos das Forças Armadas não expressaram qualquer intenção de conservar cargos exclusivamente para homens, sublinhou.

O Governo dp Presidente Barack Obama tinha anunciado em 2013 que tencionava abrir todos os postos de combate ao sexo feminino, mas foi dado um prazo ao Pentágono para decidir se seriam mantidas eventuais exceções.

Em 2013, o Exército já abrira um grande número de postos, mas estava ainda por confirmar a abertura ao sexo feminino de postos de combate de infantaria, blindados e tanques e de muitos postos das forças especiais.

Três jovens militares norte-americanas foram um marco simbólico importante este ano para a causa das mulheres em combate, ao concluírem com êxito a dura formação dos Rangers do Exército de terra norte-americano.

O Exército dos Estados Unidos tem cerca de 15% de mulheres entre os seus efetivos.

Lusa

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