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Autores de tiroteio de San Bernardino não pertenciam a célula terrorista

O diretor do FBI, James Comey, assegurou esta sexta-feira "não existirem indicações" de que os presumíveis autores do tiroteio de quarta-feira em San Bernardino, na Califórnia, no qual morreram 14 pessoas, pertençam a uma célula terrorista mais ampla.

Catorze pessoas morreram e 21 outras ficaram feridas, a 2 de dezembro, no ataque ao Centro Regional Inland, na localidade de San Bernardino

Catorze pessoas morreram e 21 outras ficaram feridas, a 2 de dezembro, no ataque ao Centro Regional Inland, na localidade de San Bernardino

© Mike Blake / Reuters

"Até agora, não temos nenhum indício de que estes assassinos integrem um grupo organizado de maiores dimensões ou sejam parte de uma célula. Não há nenhuma indicação de que sejam parte de uma rede", declarou James Comey numa conferência de imprensa em Washington.

Não obstante, o responsável da polícia federal norte-americana, que falou aos jornalistas acompanhado da procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, confirmou que há indícios de que estavam em processo de "radicalização", podendo os seus atos ter sido inspirados por grupos terroristas estrangeiros.

Horas antes, o diretor-assistente do FBI em Los Angeles, David Bowdich, informara que o tiroteio, que também causou 21 feridos, estava a ser investigado como "um ato de terrorismo".

Comey esclareceu ainda a hipótese de um dos suspeitos ter contactado pessoas investigadas pelo FBI, assegurando: "não houve contactos entre os assassinos e suspeitos que estão a ser investigados que justificassem que os colocássemos sob o nosso radar".

O responsável do FBI confirmou que, nos dias anteriores ao tiroteio, os presumíveis autores, Syed Farook e a sua esposa, Tashfeen Malik, apagaram informação dos seus dispositivos eletrónicos, pelo que consideram que o tiroteio foi premeditado e planeado.

Lusa

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