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Protesto estudantil em São Paulo reprimido pela Polícia Militar

Estudantes jovens e adolescentes protestaram esta quinta-feira em São Paulo contra mudanças promovidas pelo Governo do Estado, que incluem o encerramento de escolas, e foram reprimidos pela Polícia Militar, resultando em 10 detidos.

SEBASTIÃO MOREIRA / Lusa

A série de protestos começou esta semana, e os estudantes, principalmente do ensino secundário, organizaram-se de modo a fechar vias movimentadas, com pequenos grupos que colocam cadeiras na rua, a simular uma aula.

A polícia, de acordo com imagens de televisões locais, usou bombas de gás lacrimogêneo (que causa ardência nos olhos e nas vias respiratórias) para dispersar manifestações, que eram pacíficas.

Estudantes foram agredidos, de acordo com fotos de jornais locais, que noticiam que a polícia deteve pelo menos dez jovens hoje, por acusações de "desobediência, resistência e vandalismo".

A estratégia dos manifestantes tem sido fechar uma rua e, assim que os agentes chegam, dispersar-se e agrupar-se novamente em outra via. Pelo menos uma estudante universitária e um professor, que apoiavam os protestos, também foram detidos.

Um elemento da Polícia de São Paulo, em entrevista à TV Globo, reconheceu que, "em alguns casos", houve excesso por parte dos polícias.

Já o secretário de Segurança do Estado, Alexandre de Moraes, afirmou à Globo que os agentes são orientados para respeitar o livre direito à manifestação, mas também para garantir o direito de circulação do trânsito.

Os estudantes protestam contra a chamada "reorganização escolar" do Estado, oficializada em decreto na última terça-feira pelo Governo local. A medida prevê que cada escola possua apenas um ciclo, sendo ou os primeiros cinco anos do ensino fundamental ou os últimos quatro anos também do fundamental, ou os três anos do ensino médio (secundário).

Atualmente, há escolas que possuem até os três ciclos. A "reorganização" prevê também o fechamento de 93 escolas que estão subaproveitadas, segundo o Governo do Estado. O Executivo estadual também afirma que os alunos serão realocados em escolas a menos de 1,5 quilômetros daquelas em que estudavam.

Os estudantes estão contra a decisão, e declararam na imprensa local e em canais próprios criados nas redes sociais, que a medida torna o ensino do Estado ainda mais precário, e dificulta ou impede o estudo para alguns deles, que, por exemplo, trabalham e cujas escolas terão o período noturno fechado.

Antes do início das manifestações, estudantes ocuparam cerca de 200 escolas pelo Estado, para reivindicarem o diálogo com a Secretaria da Educação.

Nas instituições ocupadas, os estudantes organizaram ações de limpeza, pintura, e preparação de alimentos, além de atividades culturais e aulas, que são dadas por voluntários.

O Governo do Estado nomeou hoje o secretário de Estado da Casa Civil, Edison Aparecido, como o responsável por estabelecer o diálogo.

Lusa

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