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Nove polícias egípcios presos por espancarem homem até à morte

Nove polícias foram presos na investigação sobre a morte de um homem espancado numa esquadra de Luxor, no sul do Egito, um país onde as autoridades são regularmente acusadas de abusos, disseram hoje fontes judiciárias citadas pela AFP.

© Amr Dalsh / Reuters


Entre os polícias presos, quatro são oficiais e cinco são agentes, todos eles suspeitos de terem participado ou terem espancado mortalmente, a 26 de novembro, um homem de 47 anos preso por razões desconhecidas num café na cidade de Luxor, conhecida pelos seus tesouros do antigo Egito.

As prisões ocorreram após o relatório dos peritos forenses que garantem que a vítima foi espancada de tal maneira no pescoço e nas costas que acabou por partir a espinha, noticiou a agência de notícias egípcia MENA.

No total, três tenentes, um capitão e cinco polícias foram colocados sob custódia, pelo menos quatro dias, por suspeita de "morte por espancamento e atos cruéis", disse à AFP uma fonte judiciária.

As prisões ocorreram três dias depois de o presidente Abdel Fattah al-Sissi ter advertido que "qualquer autoridade que cometer excessos será responsabilizada".

No final de novembro, o Ministério do Interior já havia prometido que o Estado iria exercer justiça "sem complacência" para com os polícias acusados de abusos.

No Egito, a polícia, mas também os serviços de inteligência, são frequentemente acusados pelas organizações de defesa dos direitos humanos de abuso, tortura ou de matar os detidos.

A revolta popular de janeiro de 2011, que aconteceu quando o presidente Hosni Mubarak estava no poder e na tradição da primavera árabe, surgiu quando circulou uma página no Facebook com o nome "Somos todos Khaled Said".

Este era o nome de um jovem egípcio preso num 'cyber-café' em Alexandria em junho de 2010 e que, em seguida, foi torturado até a morte pela polícia.

Para os manifestantes de Tahrir Square, as brutalidades da polícia tinham-se tornado um símbolo do regime de Mubarak.

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