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Libertados 56 menores sujeitos a exploração infantil em fábricas na Índia

As autoridades indianas resgataram 56 menores, 26 dos quais com menos de 14 anos, que eram explorados em fábricas ilegais de bijuteria no sudeste da Índia, disse à Efe uma fonte policial.

Os menores foram encontrados durante várias rusgas da polícia na terça-feira na parte velha da cidade de Hyderabad, onde trabalhavam em "salas escuras, enquanto eram expostos a químicos tóxicos e perigosos", explicou o subcomissário V. Satyanarayana, que disse que alguns deles apresentavam erupções cutâneas e outros problemas de pele.

"Trabalhavam em condições desumanas", afirmou o subcomissário, que indicou que os menores faziam pulseiras durante 12 a 14 horas por dia, trabalho que era pago com um salário de 2.000 rupias por mês (cerca de 30 dólares).

Além disso, segundo a fonte, os menores passavam longos períodos sem verem a luz natural e não tinham uma alimentação saudável.

Cinco pessoas foram detidas durante as operações policiais em três fábricas.

Os menores eram oriundos dos estados orientais de Jharkhand e Bengala e do estado setentrional de Bihar.

Nos primeiros quatro meses de 2015 foram resgatados pelo menos 385 menores em várias fábricas de Hyderabad.

Com cerca de 50 milhões de crianças trabalhadoras, a Índia é o país a nível mundial com maior incidência de emprego infantil, um valor que se reduziu em dez milhões durante os últimos anos, segundo a ONG Bachpan Bachao Andolan (Movimento para Salvar a Infância).

O fundador desta organização, Kailash Satyarthi, recebeu o prémio Nobel da Paz de 2014, partilhado com a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, conhecida pela sua luta a favor da educação da mulher.

Lusa

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