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Malala condena comentários "cheios de ódio" de Donald Trump

A jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai, prémio Nobel da Paz 2014, condenou os comentários "cheios de ódio" do pré-candidato republicano à Casa Branca Donald Trump e pediu aos políticos "que pensem antes de falar".

(Arquivo)

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© Andrew Yates / Reuters

"É verdadeiramente triste escutar estes comentários tão cheios de ódio. Os políticos e os meios de comunicação têm de ser muito, muito cuidadosos com tudo o que dizem", disse Malala num evento para recordar o primeiro aniversário do atentado talibã contra uma escola em Peshawar (Paquistão), no qual morreram 151 pessoas, incluindo 134 alunos.

A 7 de dezembro, Trump pediu a proibição da entrada nos Estados Unidos de todos os muçulmanos em resposta "ao ódio" que, segundo ele, parte dessa comunidade sente contra os norte-americanos.

Hoje, durante a cerimónia em Birmingham (norte de Inglaterra), Malala pediu a Trump e aos restantes políticos "que sejam cuidadosos com os seus comentários" e disse que "culpar todos os muçulmanos só vai radicalizar mais terroristas".

"Se queremos acabar com o terrorismo não podemos culpar todos os muçulmanos. A única coisa que isto vai fazer é radicalizar mais terroristas. Necessitamos de educação de qualidade para derrubar os preconceitos da mentalidade terrorista", afirmou a jovem de 18 anos em declarações citadas pela cadeia britânica BBC.

Malala, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato dos talibãs no Paquistão em 2012 disse que "quanto mais se fala do Islão, contra os muçulmanos", mais terroristas se criam.

A jovem paquistanesa participou na cerimónia juntamente com Ahmad Nawaz, de 15 anos, e Muhammad Ibrahim, de 14 anos, dois sobreviventes do ataque de há um ano em Peshawar.

Lusa

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