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Tunísia prolonga estado de emergência por dois meses

A presidência da Tunísia anunciou hoje o prolongamento por dois meses do estado de emergência, restabelecido em todo o país após o atentado suicida de 24 de novembro contra um autocarro da segurança presidencial que matou 12 pessoas.

(arquivo)

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© Anis Mili / Reuters

O chefe de Estado tunisino "Beji Caid Essebsi decidiu o prolongamento do estado de emergência em todo o território por dois meses" ou seja "até 21 de fevereiro de 2016", referiu um comunicado da presidência.

O prazo desta medida de exceção devia expirar na quarta-feira, 30 dias após a entrada em vigor.

Esta medida de exceção permite que as autoridades possam proibir greves e reuniões "passíveis de provocar ou manter a desordem" e encerrar de forma temporária "salas de espetáculos ou estabelecimentos de venda de bebidas", bem como "tomar todas as medidas para assegurar o controlo da imprensa e das publicações de qualquer tipo".

Após o ataque de 24 de novembro, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), o governo tunisino também decretou um recolher obrigatório na capital Tunes, medida que foi levantada há 10 dias.

As forças de segurança intensificaram as investigações e as detenções, após este novo atentado, perpetrado em plena capital tunisina.

Descrita como um modelo devido à sua transição democrática, a Tunísia enfrenta desde a revolução de 2011 - que derrubou a ditadura de Ben Ali e deu início à chamada "Primavera Árabe" -, uma ascensão do movimento 'jihadista', que já matou naquele país várias dezenas de polícias, militares e civis.

Segundo dados oficiais, a Tunísia é um dos países que tem mais cidadãos, cerca de 6.000, nas fileiras das organizações 'jihadistas' na Síria, Iraque e na Líbia.

Antes do ataque suicida contra a segurança presidencial tunisina, outros dois ataques foram reivindicados pelo grupo radical sunita em 2015 no território tunisino: no Museu Bardo em março (22 mortos) e num hotel de Sousse em finais de junho (38 mortos).

Dias depois do ataque contra a unidade hoteleira em Sousse, a Tunísia decretou o estado de emergência, medida que seria levantada em início de outubro.

Os tunisinos já tinham sido submetidos à medida durante um período de três anos, de 14 de janeiro de 2011, algumas horas antes da fuga do ditador Zine El Abidine Ben Ali, a março de 2014.

Lusa

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