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Republicanos criticam medidas de Obama para controlo de armas nos EUA

Os críticos do Presidente norte-americano classificaram hoje as medidas por ele propostas para o controlo de armas como um ataque aos direitos constitucionais dos cidadãos, e os pré-candidatos presidenciais republicanos prometeram rejeitá-las imediatamente se forem eleitos em novembro.

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© Kevin Lamarque / Reuters

Barack Obama, limpando as lágrimas enquanto pedia aos cidadãos e aos legisladores para serem mais firmes na luta contra a violência armada, anunciou medidas para reforçar a verificação de antecedentes federais dos compradores antes da venda de armas, exigir que os comerciantes de armas tenham licença ou enfrentem processo criminal e expandir os meios de tratamento de saúde mental.

Os republicanos, em plena campanha para as primárias das presidenciais, reagiram de imediato, com o pré-candidato à Casa Branca Jeb Bush a alertar que Obama está "a tentar contornar" a Constituição dos Estados Unidos, apesar de a ameaça terrorista ter aumentado.

"Em vez de tirar as armas das mãos dos cidadãos cumpridores da lei, como Obama e (Hillary) Clinton gostariam de fazer, devíamos concentrar-nos em manter as armas fora das mãos dos terroristas que querem matar americanos inocentes", escreveu Bush no jornal Iowa's Gazette.

"Quando eu for Presidente dos Estados Unidos, revogarei os decretos anti-armas de Obama no primeiro dia do meu Governo", acrescentou.

O pré-candidato republicano Marco Rubio defendeu o mesmo, ao passo que outro pré-candidato republicano mais distante da possibilidade de nomeação, Mike Huckabee, repreendeu Obama, comparando a luta pelo controlo de armas com outro grande cavalo de batalha da sociedade norte-americana: o aborto.

"Você diz que se pudermos salvar uma vida, devemos salvá-la -- bem, aplique os artigos 5.º e 14.º aos nascituros & salve 4.000 vidas por dia", 'twittou' Huckabee ao Presidente.

O ex-administrador de empresas Carly Fiorina classificou a jogada de Obama como "abuso inconstitucional desrespeitador da lei", enquanto o neurocirurgião Ben Carson, também pré-candidato à Casa Branca, observou que o Presidente está apenas "a cumprir a sua agenda política".

Obama, no seu discurso na Casa Branca, disse que não houve nenhuma "rasteira" no sentido de reduzir os direitos dos proprietários de armas ou de confiscar armas.

Mas os críticos, incluindo os republicanos do Congresso, acusaram-no de intimidação que mina os direitos dos portadores de armas norte-americanos.

"Independentemente do que o Presidente Obama diz, a sua palavra não se sobrepõe à segunda emenda", disse o presidente da câmara, Paul Ryan, num 'tweet', quando Obama apresentou as suas medidas.

Vários democratas falaram em defesa dos planos de Obama, incluindo os três candidatos à nomeação do respetivo partido para as eleições presidenciais.

A pré-candidata que está na dianteira, Hillary Clinton, agradeceu a Obama, no 'Twitter', "por dar um passo fundamental em frente para combater a violência armada".

"O nosso próximo Presidente tem de prosseguir esse caminho -- não destruí-lo", frisou.

Lusa