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Milhares marcham em Hong Kong pela libertação dos cinco livreiros desaparecidos

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelo centro de Hong Kong para exigir a libertação de cinco livreiros dados como desaparecidos e que foram, alegadamente, detidos pelas autoridades chinesas.

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelo centro de Hong Kong para exigir a libertação de cinco livreiros dados como desaparecidos e que foram, alegadamente, detidos pelas autoridades chinesas.

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelo centro de Hong Kong para exigir a libertação de cinco livreiros dados como desaparecidos e que foram, alegadamente, detidos pelas autoridades chinesas.

© Tyrone Siu / Reuters


Todos os desaparecidos trabalhavam na livraria Causeway Books ou na casa editora associada (Mighty Current) -- conhecida pelas obras críticas do regime de Pequim e do Partido Comunista chinês e, portanto, popular entre muitos turistas do interior da China, dado que lhes veem vedado o acesso a este tipo de leituras.

O desaparecimento tem alimentado o receio de que as liberdades estarão a ser postas em causa em Hong Kong, região semiautónoma da China, o que já levou a União Europeia e os Estados Unidos da América a expressarem preocupação com esta situação.

O mais recente desaparecimento diz respeito a Lee Bo, de 65 anos, que foi visto pela última vez no dia 30 de dezembro, no armazém da Mighty Current, em Hong Kong, num caso que ocorreu semanas depois de quatro dos seus associados terem desaparecido em circunstâncias idênticas e que continua envolto em mistério.

O protesto foi convocado depois destes desaparecimentos terem despertado o receio de que as autoridades chinesas tenham recorrido a agentes clandestinos para proceder à detenção dos cinco livreiros.

A confirmar-se, esta situação constituiria uma flagrante violação do princípio "Um País, dois sistemas" da Região Administrativa Especial chinesa, que confere a Hong Kong autonomia relativamente a Pequim, desde o acordo firmado com a Grã-Bretanha, em 1997.

Este acordo destina-se a preservar as liberdades e o modo de vida de Hong Kong durante 50 anos e impede que as autoridades chinesas tenham jurisdição na cidade de Hong Kong.

Legisladores pró-democracia, ativistas e alguns moradores acreditam que Lee Bo foi sequestrado em Hong Kong por autoridades do continente Chinês.

"Exigimos que o governo chinês explique imediatamente a situação dos cinco livreiros e que os liberte", afirmou Richard Tsoi, um dos organizadores da marcha, que terá juntado mais de 6.000 manifestantes, citado pela agência de notícias francesa AFP.

"Não ao sequestro político", gritaram os manifestantes, erguendo bandeiras onde se podia ler "Onde estão eles?, enquanto marchavam em direção ao escritório do representante da China.

Lusa

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