sicnot

Perfil

Mundo

Polícia sueca admite ter ocultado vaga de agressões sexuais em festival de música

A polícia sueca foi hoje alvo de críticas depois de ter admitido que ocultou informações sobre alegadas agressões sexuais contra mulheres perpetradas por jovens imigrantes durante as últimas duas edições de um festival de música em Estocolmo.

© Wolfgang Rattay / Reuters

Estas revelações são feitas após a polémica em torno da atuação da polícia de Colónia, na região oeste da Alemanha, cidade que foi cenário de uma vaga de agressões sexuais durante a noite de passagem do ano.

Segundo as informações hoje divulgadas pelo diário sueco Dagens Nyheter, que cita documentos internos da polícia, foram registadas 38 queixas por agressões sexuais, incluindo duas violações, durante as edições de 2014 e de 2015 do "We Are Sthlm", festival que decorre em agosto na capital sueca.

"Certamente deveríamos ter divulgado publicamente esta informação, sem dúvida. Não sabemos porque que razão isto não foi divulgado", disse o porta-voz da polícia, Varg Gyllander, em declarações à agência francesa AFP.

A polícia sueca não quis dizer quantos homens eram suspeitos destas alegadas agressões, mas o diário Dagens Nyheter relatou que cerca de 50 jovens refugiados afegãos que tinham entrado na Suécia sem os respetivos pais eram suspeitos de estar envolvidos nos incidentes.

Documentos enviados pela polícia sueca à agência AFP confirmam a apresentação de 17 queixas por agressões sexuais e uma queixa por violação durante a edição de 2014 do festival de música e de 19 queixas por agressões sexuais e uma queixa por violação na edição do ano passado.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, criticou hoje a polícia e a forma como lidou com os incidentes.

"Sinto uma forte raiva pelo facto de jovens mulheres não conseguirem ir a um festival de música sem serem ofendidas, assediadas sexualmente e atacadas", afirmou Stefan Lofven, em declarações aos jornalistas.

"É um grande problema democrático para todo o nosso país", disse o chefe do Governo sueco, sobre a incapacidade da polícia de comunicar publicamente as informações sobre estes incidentes.

As autoridades suecas prometeram uma investigação completa sobre este caso.

Esta notícia surge depois dos relatos dos incidentes durante a passagem do ano em Colónia, onde mais de 500 mulheres foram alegadamente agredidas sexualmente ou roubadas por homens de origem estrangeira, incluindo refugiados recém-chegados ao país, de acordo com as autoridades alemãs.

Lusa

  • Morte de portuguesa no Luxemburgo afinal não aconteceu

    País

    A morte de uma portuguesa em Bettembourg, no sul do Luxemburgo, não terá acontecido. O Jornal do Luxemburgo avançou, esta manhã, que a emigrante portuguesa tinha sido baleada mortamente pelo filho, uma informação entretanto desmentida por outro jornal online. Segundo o Bom Dia Luxemburgo, o que aconteceu foi afinal uma rusga policial.

  • Estamos quase na hora de verão

    País

    Esta madrugada muda a hora. Quando for 1h00, os relógios adiantam para as 2h00. Será uma noite com menos tempo de sono, mas os dias vão ficar mais longos com o chamado horário de verão.

  • Hora do Planeta, apagam-se as luzes para despertar consciências
    2:19
  • Divorciados vão poder dividir filhos no IRS 

    Economia

    Os divorciados vão passar a poder dividir os filhos no IRS (imposto sobre o rendimento singular) e o Governo está a estudar soluções para que em 2018 haja um novo sistema para lidar com a guarda conjunta de filhos.

  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Ataques aéreos dos EUA em Mossul podem ter causado a morte de 200 civis
    1:22
  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.

  • Quando o cancro chega por mero acaso
    1:55

    Mundo

    Cerca de dois terços das mutações que ocorrem nas células cancerígenas devem-se ao acaso, segundo um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Em Portugal, o Diretor do Programa Nacional Doenças Oncológicas alerta para a importância de um diagnóstico precoce e um estilo de vida saudável como forma de reduzir a fatalidade.