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Cadeia televisiva Al-Jazeera America deixa de emitir a partir de 30 de abril

A Al-Jazeera América, a televisão por cabo lançada nos Estados Unidos em 2013 pela empresa mediática global com sede no Qatar, vai encerrar em 30 de abril, anunciou esta quarta-feira o grupo.

A cadeia televisiva começou a emitir em agosto de 2013, mas nunca conseguiu encontrar o seu público, apesar de importantes investimentos iniciais. A sua audiência nunca ultrapassou algumas dezenas de milhares de telespectadores nos Estados Unidos. (Arquivo)

A cadeia televisiva começou a emitir em agosto de 2013, mas nunca conseguiu encontrar o seu público, apesar de importantes investimentos iniciais. A sua audiência nunca ultrapassou algumas dezenas de milhares de telespectadores nos Estados Unidos. (Arquivo)

© Brendan McDermid / Reuters

Ao anunciar a decisão em comunicado, o diretor-geral, Al Anstey, evocou ainda a "paisagem económica" para explicar a medida.

"Esta decisão é motivada pelo facto de o nosso modelo económico já não ser viável à luz dos desafios económicos que conhece o mercado americano dos media", referiu por seu turno o diretor-geral do grupo, Mostefa Soouag.

Numa informação interna, Souag assinala ainda que o encerramento da sucursal da estação nos EUA, será acompanhado por uma expansão dos serviços digitais da Al-Jazeera "para alargar a nossa presença de multiplataformas nos Estados Unidos".

A cadeia televisiva começou a emitir em agosto de 2013, mas nunca conseguiu encontrar o seu público, apesar de importantes investimentos iniciais. A sua audiência nunca ultrapassou algumas dezenas de milhares de telespectadores nos Estados Unidos.

A Al-Jazeera garantiu o seu canal de cabo nos EUA através da Current TV, um grupo que incluía o antigo vice-presidente democrata Al Gore, e que abrangia 40 milhões de casas.

O novo canal contratou jornalistas de topo vindos da CNN, BBC e outras redes, e começou com 14 horas de programas noticiosas. A sua sede situa-se em Manhattan, Nova Iorque, e possuiu cerca de 12 delegações nos Estados Unidos.

No início recebeu cerca de 21.000 candidaturas, para 400 postos de trabalho.

Lusa

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