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Turista norte-americana vítima de violação coletiva na Papua Nova Guiné

Uma turista norte-americana que realizava um dos mais célebres trilhos na floresta da Papua Nova Guiné, no Pacífico Sul, com o seu namorado, foi vítima de uma violação coletiva e mutilações, revelou a imprensa.

reuters

Os dois turistas, de 31 anos, encontravam-se no momento do ataque na pista Kokoda, um trilho estreito no sudeste da Papua e que atravessa zonas muito acidentadas.

A pista de Kokoda é um dos marcos da Segunda Guerra Mundial no Pacífico Sul, local onde as forças australianas impediram um avanço de tropas japonesas a Port Moresby, em 1942.

O casal andava na segunda-feira em direção ao campo de Templeton Two quando foi atacado por várias pessoas, que roubaram os seus sacos, sapatos, telefones e 15.000 kinas (cerca de 4.540 euros) em dinheiro, disse ao jornal The National Sylvester Kalaut, um responsável da polícia da Papua.

"O homem foi amarrado a uma árvore e a mulher repetidamente violada, antes de três dos seus dedos terem sido cortados", disse o mesmo responsável, acrescentando que os turistas foram libertados cerca de uma hora depois do início do incidente.

A polícia avançou que este ataque foi realizado por dois homens armados com facas, tendo um dos agressores sido detido posteriormente pelos aldeões, de acordo com o jornal The National.

As duas vítimas conseguiram chegar à cidade, tendo sido depois levadas para Port Moresby, onde receberam cuidados médicos.

A agressão foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, que indicou que os dois turistas estavam a fazer a caminhada sem guias licenciados.

A violência contra as mulheres é generalizada na Papua Nova Guiné, onde 80% dos homens entrevistados admitiu ter abusado da sua parceira, num estudo publicado em 2013 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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