sicnot

Perfil

Mundo

Moçambique e Tanzânia perderam metade dos seus elefantes nos últimos seis anos

Moçambique e Tanzânia perderam metade das suas populações de elefantes nos últimos seis anos devido ao tráfico ilegal de marfim, razão por que as Nações Unidas pedem aos dois países a adoção de medidas contra a caça furtiva.

THEMBA HADEBE

O porta-voz e analista de comércio do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), Colman O'Criodain, disse hoje à agência de notícias espanhola EFE que os dois países estão sob observação das Nações Unidas por, nos últimos dois anos, não terem progredido na sua legislação nacional sobre o tema.

O Comité Permanente da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens da Fauna e Flora (CITES) reuniu-se entre 11 e 15 de janeiro, em Genebra, para determinar os progressos na legislação dos países implicados com a caça e o comércio de marfim.

Durante o encontro da CITES também foi proposta a imposição de sanções comerciais a Angola, Laos e Nigéria pela falta de colaboração e informação sobre a aplicação de medidas contra o tráfico ilegal de marfim.

Moçambique é um dos países com a maior caça de elefantes e rinocerontes e, apesar de ter modificado as suas leis sobre os animais selvagens, "pela caça de algum destes exemplares a pena é apenas uma pequena multa", sublinhou O'Criodain.

Na Tanzânia, a situação é um pouco diferente, pois embora o país tenha alterado a sua legislação, a ilha de Zanzibar - apesar de integrar o território nacional - tem leis distintas e permite um "vazio legal" para o comércio de objetos e animais selvagens.

"A situação em Zanzibar não progrediu desde a última reunião do Comité em junho. A Tanzânia deveria controlar tudo aquilo que passa pela ilha e melhorar a presença no terreno", disse O'Criodain.

A caça furtiva de elefantes em África tem diminuído progressivamente desde o seu pico em 2011, ainda assim, cerca de 30 mil paquidermes são assassinados todos os anos no continente por traficantes de marfim.

Os especialistas dizem que esse decréscimo está diretamente relacionado com a diminuição da população de elefantes em algumas partes da África, como é o caso da Tanzânia e de Moçambique, onde pelo menos 500 elefantes foram abatidos nos últimos três anos.

Por outro lado, segundo dados da WWF, na Namíbia em 2015 foram caçados ilegalmente 80 rinocerontes e na África do Sul foram abatidos, também ilegalmente, mil rinocerontes pelo terceiro ano consecutivo.

O comércio ilegal estende-se em direção a Ásia, onde as presas de elefante e os chifres de rinoceronte são usados na medicina tradicional ou em objetos de luxo.

Vietname e Tailândia estão entre os países em que o marfim tem uma alta cotação e têm os mais importantes mercados do sudeste asiático.

Estes dois países asiáticos fizeram progressos nesta matéria nos últimos anos, ainda assim, o CITES exigiu um maior envolvimento para reverter essa situação e evitar sanções.

Lusa

  • As crianças e o frio. O que vestir
    1:58

    País

    O médico Pedro Ribeiro da Silva, da Direção-Geral da Saúde, aconselha especial cuidado com as extremidades do corpo - usar luvas e gorros. E demasiado agasalhadas pode levá-as a transpirar mais e, consequentemente, desidratar.

  • Mortágua acusa PSD de andar a brincar com a vida das pessoas
    0:47

    Opinião

    No Esquerda/Direita da SIC Notícias, António Leitão Amaro reafirmou ontem à noite que o PSD não é contra o aumento do salário mínimo mas contra a descida da TSU. Já Mariana Mortágua acusou os sociais-democratas de andar a brincar com a vida dos portugueses.

  • Pelo menos 30 mortos e 75 feridos em incêndio e derrocada de edifício em Teerão

    Mundo

    Pelo menos 30 bombeiros morreram esta quinta-feira e cerca de 75 pessoas ficaram feridas em Teerão, quando um edifício de 17 andares ruiu depois de ser consumido pelas chamas, noticiaram os meios de comunicação estatais iranianos. O edifício "Plasco" situa-se no centro da capital iraniana, a norte da zona do mercado.

    Em desenvolvimento

  • Os finalistas do Carro do Ano 2017 são...
    0:53

    Economia

    São sete os escolhidos pelos jurados do Carro do Ano, iniciativa do Expresso e da SIC Notícias. À final chegaram o Citroen C3 Pure Tech, o Hyundai IONIQ Hybrid Tech, da Kia o novo modelo Optima Sportwagon 1.7 CRDi GT Line, o Peugeot 3008 Allure 1.6 BlueHdi, o Renault Mégane Sport Tourer Energy dCI, o SEAT Ateca 1.6 TDI CR Style e ainda o Volvo V90.