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Opositores haitianos protestam contra apoio dos EUA ao governo

Opositores haitianos concentraram-se hoje frente à embaixada dos EUA em Porto Príncipe, para protestar contra o apoio norte-americano ao governo do Haiti no âmbito da segunda volta das eleições presidenciais, no domingo.

BAHARE KHODABANDE

Para os manifestantes, a atitude dos Estados Unidos piora a situação da democracia no Haiti, pelo que hoje entoaram cânticos contra os EUA e classificaram o presidente Barack Obama e o casal Clinton (o ex-presidente Bill e a ex-secretária de Estado Hillary) de "terroristas", acusando-os de pretenderem roubar as minas de ouro do Haiti.

Oxygen David, um dos líderes do protesto, declarou à agência Efe que, "no domingo, não haverá eleições, ainda que os Estados Unidos queiram impor um presidente ao país".

"Estamos preparados para lutar para defender a soberania do país", afirmou ainda, acusando os norte-americanos de quererem roubar riquezas do território e pôr os haitianos "a lutar entre si", não desejando "paz nem desenvolvimento" para o Haiti.

A três dias das eleições, persiste a incerteza sobre se o ato se realizará ou se - como foi recomendado pelo Senado e como pede a oposição - a ida às urnas será de novo adiada, até que as alegações de fraude na primeira volta, a 25 de outubro, sejam investigadas.

A posição da comunidade internacional, que apoia a realização da segunda volta sem que tenham sido aplicadas as recomendações do comité designado para investigar as suspeitas de fraude, foi duramente criticada pelo grupo de opositores haitianos denominado G8, liderado pelo candidato Jude Celestin.

Esta manhã, tanto o primeiro-ministro, Evans Paul, como o Presidente, Michel Martelly, insistiram em que tudo está pronto para a segunda volta das presidenciais, embora tenham deixado a porta aberta para um eventual adiamento.

Lusa

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