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Agricultores gregos prosseguem protesto e recusam reunião com o Governo

Os agricultores gregos rejeitaram hoje reunir-se com o primeiro-ministro Alexis Tsipras para discutir a reforma fiscal e das pensões anunciada pelo Governo e exigiram a retirada prévia das medidas, que incluem o fim de diversas isenções fiscais.

© Alexandros Avramidis / Reuter

A decisão foi comunicada por um representante dos agricultores, que decidiram não aceitar a proposta de diálogo de Tsipras, que num discurso no domingo admitiu alterar alguns dos aspetos mais rígidos da reforma e suavizá-la para os mais jovens.

Os agricultores pedem o fim das disposições da lei que aumentam o seu imposto sobre o rendimento de 13% para 20% em 2016 e até 26% a partir de 2017.

O caderno reivindicativo também exige que o Executivo renuncie a acabar com um conjunto de isenções fiscais e que os restantes partidos no parlamento também se comprometam a rejeitar estas medidas.

Milhares de agricultores gregos estão a cumprir uma semana de protestos, com os seus tratores a bloquearem estradas e vias rápidas em todo o país.

O projeto de reforma das pensões, que ainda não mereceu a aprovação dos credores internacionais, vai ser discutido hoje no parlamento. O projeto do Governo prevê igualar as cotizações para a Segurança Social de agricultores e trabalhadores independentes às dos assalariados, até 26,95% do seu salário bruto.

O terceiro resgate assinado com o quarteto de credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Mecanismo Europeu de Estabilidade) prevê que o Governo grego liderado pelo partido de esquerda Syriza se comprometa a economizar no sistema de pensões 1% do PIB anual, equivalente a 1.800 milhões de euros.

Lusa

  • Agricultores gregos em protesto contra novo sistema de pensões
    2:03

    Mundo

    Os agricultores gregos aumentam os protestos contra a nova reforma do sistema de pensões na Grécia. Depois do primeiro-ministro Alexis Tsipras ter vindo defender que é preciso alterar esta medida, acordada com os credores internacionais, os sindicatos fizeram saber que não vão parar a série de bloqueios de estradas pelo país.