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Transplante dá nova vida a diabética com fobia de agulhas

Uma paciente britânica tornou-se a primeira pessoa do mundo a ser submetida a transplante do pâncreas devido a fobia grave de agulhas. Sue York, com diabetes tipo 1, sofria de tremores intensos e vómitos cada vez que tinha de ministrar uma injeção de insulina. Aos 55 anos, esta mulher ganhou uma nova vida e agradece "do fundo do coração" à equipa médica responsável pela sua cirurgia.

BBC/ Victoria Derbyshire programme

Os médicos do Manchester Royal Infirmary, onde Sue York foi transplantada, afirmam que a esperança de vida de Sue York duplicou.

A operação "alterou por completo a minha vida (…) Deixei de me sentir constantemente cansada. O meu tom de pele deixou de ser amarelo ou cinzento. Eram demasiadas agulhas...", afirmou Sue York profundamente aliviada, em entrevista ao programa Victoria Derbyshire da cadeia britânica BBC.

O processo que levou à decisão de submeter Sue a um transplante de pâncreas foi demorado. Foram precisos dois anos, durante os quais a paciente foi várias vezes sujeita à avaliação de um grupo de médicos que questionou até que ponto a sua fobia de agulhas seria suficientemente válida. Sue não sofria de qualquer insuficiência renal ou outra das habituais complicações que contribuem para decidir pelo transplante, o que fez os médicos vacilarem.

Sue York disse que a sua fobia de agulhas atingiu um ponto crítico em 2012, quando as indicações para diabéticos passaram a exigir recolhas de sangue mais frequentes. Ela tentou hipnose e outras terapias para tratar a sua fobia grave de agulhas, mas sem qualquer sucesso. As imprescindíveis injeções de insulina chegavam a demorar 20 minutos.

No programa da BBC, Sue York deixou ainda uma mensagem de esperança aos muitos diabéticos dependentes de insulina que sofrem, como ela sofria, de profunda fobia de agulhas.

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