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Negociações para a paz na Síria abrem em Genebra

Negociações para a paz na Síria tiveram início esta sexta-feira em Genebra, na ausência do principal grupo de oposição, o que complica um processo marcado por desafios e expectativas.

As conversações começaram ao final da tarde, com um encontro entre o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e a delegação do regime de Damasco liderada pelo embaixador sírio na ONU, Bashar al-Jaafari, e composta por 15 elementos.

As conversações começaram ao final da tarde, com um encontro entre o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e a delegação do regime de Damasco liderada pelo embaixador sírio na ONU, Bashar al-Jaafari, e composta por 15 elementos.

© Denis Balibouse / Reuters

As conversações começaram ao final da tarde, com um encontro entre o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e a delegação do regime de Damasco liderada pelo embaixador sírio na ONU, Bashar al-Jaafari, e composta por 15 elementos.

Com a duração estimada de seis meses, as negociações de paz visam pôr fim a uma guerra que, desde o seu início, em Março de 2011, já causou mais de 260.000 mortos e milhões de refugiados e deslocados.

O plano da ONU para a Síria, aprovado em novembro em Viena, prevê um governo de transição, uma nova Constituição para o país e a realização de eleições dentro de ano e meio.

Porém, antes de integrar qualquer discussão, o Alto Comité de Negociações (HCN), grupo da oposição formado em dezembro em Riade com vista às negociações em Genebra, exige o fim dos bombardeamentos a civis e o acesso dos grupos de ajuda humanitária às áreas sitiadas.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial, 18 áreas estão sob cerco na Síria e mais de 4,6 milhões de pessoas têm pouco ou nenhum acesso a ajuda humanitária.

O HCN, que reúne adversários políticos do Presidente sírio Bashar Al-Assad e grupos armados, está a analisar a sua eventual participação há quatro dias, na capital da Arábia Saudita, não tendo ainda decidido deslocar-se a Genebra.

Três porta-vozes do grupo devem chegar ainda hoje à Suíça, mas não como negociadores, disse Fuad Aliko, um membro do grupo, à Agência France-Presse.

O destino de Bashar al-Assad é a questão mais difícil, pois a oposição quer a sua saída a partir do momento em que entre em funções um governo de transição, que ele não integraria, o que o regime de Damasco e os seus aliados russos e iranianos recusam.

Algumas dezenas de manifestantes compareceram hoje frente à sede da ONU, em Genebra, proferindo frases como: "Assad, Al Qaeda, mesmos métodos, mesma luta" e "Assad não é a solução para o terrorismo, é a causa".

As potências ocidentais, que há muito exigiam a saída do Presidente sírio, acusado de ser o carrasco do seu próprio povo, têm redirecionado o discurso para o grupo extremista Estado Islâmico, considerado a principal ameaça à estabilidade do território.

A coligação liderada pelos Estados Unidos realiza ataques aéreos contra as posições da organização 'jihadista' no Iraque e na Síria e, hoje, os Países Baixos anunciaram que se juntavam ao combate.

Outra questão espinhosa é a da representação dos curdos nas negociações, não tendo o PYD, principal partido curdo, sido convidado.

Embora desenvolva uma luta no terreno contra a organização extremista Estado Islâmico, o PYD é acusado pela oposição síria de complacência para com o regime de Damasco.

Perante este cenário, o Irão duvida de uma solução política rápida para o conflito sírio, tendo o presidente iraniano, Hassan Rohani, declarado a vários meios de comunicação franceses que, na Síria, "há grupos que lutam contra o governo central mas também entre si", verificando-se igualmente uma "interferência nos assuntos internos" do país.

Lusa

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