sicnot

Perfil

Mundo

EUA pedem à China para esclarecer desparecimento de cinco livreiros de Hong Kong

Os EUA pediram hoje à China para esclarecer o desaparecimento de cinco livreiros de Hong Kong, sublinhando que este caso levanta "sérias questões" sobre o compromisso de Pequim em relação à autonomia da antiga colónia britânica.

reuters

"Exortamos a China a clarificar a situação atual dos cinco homens e as circunstâncias em torno do seu desaparecimento e a permitir o seu regresso a casa", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby, numa conferência de imprensa em Washington.

"Estes casos (...) levantam sérias questões sobre o compromisso da China com a autonomia de Hong Kong, sob o princípio 'um país, dois sistemas', assim como sobre o seu respeito pela proteção universal dos direitos humanos e das liberdades fundamentais", acrescentou John Kirby.

Ao abrigo do princípio 'um país, dois sistemas', as políticas socialistas da China não se aplicam em Hong Kong e Macau, que gozam, assim, de ampla autonomia.

Os cinco livreiros, todos ligados à editora Mighty Current, conhecida por vender livros críticos do regime de Pequim e proibidos na China, despareceram nos últimos meses, havendo o receio de que tenham sido detidos por agentes da China continental.

Três deles despareceram durante deslocações separadas ao sul da China, outro despareceu na Tailândia e o quinto em Hong Kong.

Gui Minhai, que desapareceu na Tailândia e tem passaporte sueco, reapareceu há duas semanas num vídeo transmitido pela televisão pública chinesa em que dizia ter-se entregado às autoridades da China por causa de um atropelamento mortal em 2004, pedindo à Suécia para não se intrometer no seu caso, numa confissão de que duvidam familiares, ativistas de defesa dos direitos humanos e autoridades suecas.

Por outro lado, Leeo Bo, com passaporte britânico, e que desapareceu em Hong Kong, encontrou-se recentemente na China com a mulher, que entregou às autoridades policiais de Hong Kong uma carta na qual, alegadamente, o livreiro afirma estar a "participar numa investigação na qualidade de testemunha".

Autoridades diplomáticas norte-americanas em Hong Kong disseram hoje à revista Time que estão a acompanhar a situação no terreno, onde o caso dos livreiros desencadeou alguma "ansiedade".

"Partilhamos as preocupações dos residentes de Hong Kong em relação a estes incidentes e estamos a seguir o assunto de perto", afirmou Darragah Paradiso, porta-voz do Consulado Geral dos Estados Unidos da América em Hong Kong e Macau.

"Levantámos as nossas preocupações detalhadas nos canais diplomáticos e continuaremos a fazê-lo", acrescentou.

Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, afirmou que os EUA não devem intrometer-se nos assuntos internos da China e que os direitos e deveres dos residentes de Hong Kong têm sido respeitados plenamente, de acordo com a lei, desde que o território passou a ser uma região chinesa com administração especial, em 1997.

  • Sete dos 23 arguidos do caso da Academia de Alcochete já têm cadastro
    1:59

    Crise no Sporting

    Sete dos 23 arguidos do caso da Academia de Alcochete já foram condenados por 22 crimes que cometeram no passado, mas nunca nenhum deles cumpriu pena de prisão ou prisão domiciliária. O juiz decretou a prisão preventiva na sequência das agressões à equipa do Sporting por entender que se tratou de um comportamento chocante, terrorista e a perversão do espírito desportivo.

  • Está a pensar ir à praia? Não se esqueça do guarda-chuva
    0:43
  • MP investiga ministro Siza Vieira, António Costa rejeita incompatibilidades
    2:12

    País

    O Ministério Público decidiu investigar o ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, por alegadas incompatibilidades. O governante criou uma empresa imobiliária um dia antes de tomar posse e manteve-se como gerente durante dois meses. A lei prevê a demissão, mas o primeiro-ministro já disse que se tratou apenas de um erro e o próprio ministro alega desconhecimento da lei.

  • Parceiros sociais retomam hoje discussão sobre legislação laboral

    Economia

    Os parceiros sociais retomam esta tarde a discussão sobre as alterações à legislação laboral nas áreas do combate à precariedade, promoção da negociação coletiva e reforço da inspeção do trabalho. No encontro, marcado para as 15:00 no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, deverá apresentar um novo documento com alterações face ao que foi proposto aos parceiros sociais há dois meses.

  • EUA expulsa dois diplomatas venezuelanos e dá-lhes 48 horas para deixarem o país

    Mundo

    Os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira, a expulsão de dois diplomatas venezuelanos, aos quais deu um prazo de 48 horas para sairem do país. A decisão é a resposta ao anúncio de Presidente da Venezuela de expulsar o encarregado de negócios e o chefe da secção política da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, Todd Robinson e Brian Naranjo, respetivamente.