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Tempestades e inundações em Moçambique causaram 45 mortos desde outubro

As tempestades e inundações que atingiram partes do norte de Moçambique desde o início da estação das chuvas, em outubro, causaram 45 mortos, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE).

© STR New / Reuters

Falando hoje numa conferência de imprensa em Maputo, o diretor do CENOE, Maurício Xerinda, disse que as mortes foram causadas por ventos fortes, quedas de raios e inundações resultantes de chuvas torrenciais.

Desde outubro, o número de pessoas afetadas por inundações é de cerca de 26.000, havendo a registar que 1.202 casas foram destruídas e 3.941 outras ficaram danificadas.

Como até agora não há centros de acolhimento governamentais para as vítimas das enchentes, amigos e parentes estão a dar apoio a quem ficou sem casa.

"Quando as casas são destruídas, as famílias reconstroem-nas", afirmou Maurício Xerinda, assinalando que "a maioria das casas destruídas já foram reconstruídas", dado já terem passado mais de três meses desde os vendavais.

Enquanto as fortes chuvas atingiram as regiões do norte, a seca severa no sul de Moçambique, atribuída ao fenómeno climático "El Nino", causou uma situação de insegurança alimentar que afeta 167.000 pessoas, podendo o número de pessoas em risco de fome aumentar para dois milhões se a seca se prolongar até março.

De acordo com o Ministério da Agricultura, nas províncias do sul perderam-se 256.591 hectares cultivados, o que representa 43% da área total semeada, enquanto nas províncias do centro do país as perdas são de 180.440 hectares, ou seja, 9% da área semeada.

Cerca de 200.000 produtores perderam suas colheitas nestas zonas, esperando-se, porém, boas colheitas de milho, mandioca e arroz no norte do país.

Lusa

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