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Tunísia conclui barreira na fronteira com a Líbia

A Tunísia concluiu este sábado a construção de uma barreira ao longo da fronteira com a Líbia, meses depois dos ataques perpetrados contra um museu e uma estância turística que causaram dezenas de mortos.

(Arquivo)

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© Zohra Bensemra / Reuters

O ministro da Defesa tunisino, Farhat Horchani, disse aos jornalistas que a construção de bermas e valas inundadas de água marca "um dia importante" para a Tunísia na luta contra "o terrorismo".

Dois atentados terroristas reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), no ano passado, mataram 59 turistas estrangeiros e responsáveis tunisinos afirmaram que os atacantes receberam treino na Líbia, onde o EI está muito ativo.

"A Tunísia é capaz de lutar contra o terrorismo ativa e eficientemente", disse Horchani, durante uma inspeção da barreira.

A Líbia vive uma situação de caos devido à guerra civil que se seguiu à revolução de 2011. Desde as últimas eleições, o país tem dois governos, um, em Tobruk, reconhecido pela comunidade internacional e outro, em Tripoli, apoiado por milícias tribais.

A infraestrutura estende-se ao longo de cerca de 200 quilómetros, entre Ras Jedir, na costa mediterrânica, e Dhiba, a sudoeste, ou seja, metade do comprimento da fronteira entre os dois países vizinhos.

Horchai afirmou que a segunda fase do projeto inclui a instalação de equipamento eletrónico, com a ajuda da Alemanha e dos Estados Unidos.

O responsável acrescentou que a barreira, que as autoridades da Tunísia designam como "sistema de obstáculos", já "provou a sua eficiência".

"Em várias ocasiões travámos e detivemos pessoas que estavam a contrabandear armas", disse.

Em março passado, 21 turistas e um agente da polícia foram mortos num ataque armado contra o museu Bardo, em Tunes. Em junho, um ataque numa estância turística perto de Sousse matou 38 turistas, incluindo uma portuguesa.

O EI também reivindicou um atentado suicida em Tunes, em novembro, no qual morreram 12 guardas presidenciais.

Na altura, o ministro do Interior tunisino afirmou que o explosivo usado no ataque era idêntico aos utilizados no fabrico de cintos explosivos na Líbia, e que tinham sido apreendidos no ano passado.

Na sequência do atentado de novembro, a Tunísia encerrou a fronteira com a Líbia durante 15 dias, e em dezembro fechou o aeroporto internacional Tunes-Cartago aos aviões líbios, no âmbito de medidas de reforço da segurança.

Fontes oficiais indicaram que seis mil tunisinos saíram do país para lutar no Iraque, Síria e Líbia, e muitos escolheram juntar-se ao EI.

Lusa

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