sicnot

Perfil

Mundo

EUA acusam Ruanda de envolvimento na desestabilização do Burundi

Os EUA acusaram hoje o Ruanda de envolvimento em "atividades desestabilizadoras" no já instável Burundi, incluindo o recrutamento de refugiados para ataques armados contra o Governo.

Mais de 400 pessoas já foram assassinadas durante a crise e mais de 237 mil tiveram de sair do país.

Mais de 400 pessoas já foram assassinadas durante a crise e mais de 237 mil tiveram de sair do país.

© Jean Pierre Harerimana / Reut

As preocupações norte-americanas foram manifestadas na comissão senatorial de Negócios Estrangeiros por dois diplomatas de topo, que mencionaram relatórios de colegas no terreno, que apontam para o envolvimento do Ruanda na crise que se vive no Burundi.

"São relatórios credíveis sobre o recrutamento de refugiados do Burundi em campos no Ruanda, para participarem em ataques armados da oposição do Burundi contra o Governo do Burundi", afirmou Thomas Perriello, enviado dos EUA para a região africana dos Grandes Lagos.

O Burundi mergulhou numa crise política em abril, quando o Presidente, Pierre Nkurunziza, anunciou que se iria apresentar pela terceira vez a eleições presidenciais, o que está proibido pela Constituição e viola os acordos que terminaram com uma guerra civil em 2005.

Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 400 pessoas já foram assassinadas durante a crise e mais de 237 mil tiveram de sair do país, onde Nkurunziza foi reeleito em julho, num processo eleitoral que a comunidade internacional considerou fraudulento.

Lusa

  • Mais de 50 detidos pela GNR em 12 horas

    País

    A GNR fez 51 detenções entre as 20:00 de sábado e as 08:00 de hoje, 39 das quais por condução sob efeito do álcool ou sem carta, e três por violência doméstica, segundo um comunicado hoje divulgado.

  • "Um Lugar ao Sol"
    17:05
  • Trump diz que Obamacare vai "colapsar"

    Mundo

    O Presidente norte-americano tentou desvalorizar a derrota política sofrida na sexta-feira no Congresso, ao desistir da revogação da lei de saúde pública do seu antecessor, conhecida como Obamacare, afirmando que esta vai colapsar por si mesma.