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Hong Kong acusa 37 pessoas de motim pelos distúrbios desta semana

Trinta e sete pessoas foram hoje presentes a tribunal em Hong Kong e acusadas individualmente de participação em motim, em conexão com os distúrbios registados na noite segunda-feira, informa a imprensa local.

Kin Cheung

Um adolescente de 15 anos, que enfrenta a mesma acusação, deverá ser presente a um tribunal juvenil, segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

Entre os acusados está o porta-voz do grupo Hong Kong Indigenous, Edward Leung -- apontado como candidato às eleições deste ano para o Conselho Legislativo (LegCo) - e Stephen Ku Bok-him, da revista dos alunos da Universidade de Hong Kong Undergrad.

Derek Lam, um membro do movimento estudantil Scholarism -- que esteve envolvido nos protestos pró-democracia em 2014 -- integra também o grupo de acusados.

A acusação requereu o adiamento dos casos para 07 de abril para dar continuidade à investigação da polícia.

O crime de que são acusados é punível com uma sentença de até 10 anos de prisão.

Até quarta-feira, foram detidas 64 pessoas em conexão com os incidentes ocorridos na noite de segunda-feira na zona de em Mong Kok. Destes, foram acusados 35 homens e três mulheres com idades entre 15 e 70 anos.

Os distúrbios, que escalaram de um protesto contra uma tentativa da polícia para dispersar vendedores ambulantes de comida, resultaram em 130 feridos, a maioria polícias, refere a RTHK. Seis pessoas continuavam na manhã de hoje (madrugada em Lisboa) internadas no hospital.

O grupo 'Scholarism' disse em comunicado que Derek Lam esteve apenas quatro horas em Mong Kok na noite de segunda-feira e que não participou nos confrontos violentos nem atacou os polícias.

Segundo o Scholarism, agentes tentaram revistar a casa de Derek Lam sem um mandado do tribunal e que a revista não chegou a acontecer porque o seu advogado chegou rapidamente ao local.

Em declarações hoje à RTHK, o líder do Scholarism, Joshua Wong, advertiu que Hong Kong pode testemunhar mais incidentes como os motins de Mong Kok, se a abordagem do Governo liderado por Leung Chun-ying, também conhecido por CY Leung, não mudar.

Wong disse que vários partidos políticos e amplos setores da sociedade condenaram a violência, mas que o Governo deve aceitar a responsabilidade pela divisão social que existe.

Segundo Wong, alguns ativistas radicalizaram-se após os protestos pró-democracia de 2014, por considerarem que os movimentos pacíficos não conseguem mudanças.

Também o deputado do Partido Democrático James To disse que prender pessoas não resolve nada e defendeu que é preciso analisar as razões pelas quais tantos jovens desenvolveram um profundo ódio à polícia e às autoridades.

Já o deputado da Liga dos Sociais Democratas Leung Kwok-hung, conhecido por ações radicais dentro e fora do Conselho Legislativo, disse que as pessoas estão fartas de CY Leung, que descreveu como um tirano que não foi eleito pela população.

Por sua vez, o deputado Tam Yiu-Chung, do partido pró-Pequim Aliança Democrática para a Melhoria e Progresso de Hong Kong (DAB, na sigla inglesa), apontou os protestos pró-democracia em 2014 como a razão da radicalização dos manifestantes.

Para Tam Yiu-Chung, estes manifestantes estão cada vez mais arrojados nas suas ações, advertindo que este é um caminho perigoso, desencadeado por não terem sido punidos adequadamente.

A ação da polícia também está sob escrutínio. Um jornalista do jornal em língua chinesa Ming Pao disse que foi espancado por agentes quando estava a tirar fotografias a um autocarro, apesar de ter gritado repetidamente que era repórter.

Entretanto, o secretário para as Finanças do Governo de Hong Kong, John Tsang, disse acreditar que a violência foi incitada por um pequeno grupo de pessoas irracionais que queriam atacar a polícia.

Também acrescentou que não é apropriado justificar as ações dos atacantes culpando o Governo de CY Leung pir má governação, porque não há desculpas para a violência.

Lusa

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