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Dezenas de detidos na Indónesia por suspeita de ligação a grupos terroristas

A polícia indonésia deteve três dezenas de pessoas ligadas a organizações jihadistas que estariam a planear lançar ataques em Jacarta, depois do ataque, no mês passado na capital que causou oito mortos, informa hoje a imprensa local.

© Antara Photo Agency / Reuters

O chefe da polícia, Badrodin Haiti, afirmou durante uma reunião de segurança que 17 dos detidos estavam diretamente ligados ao ataque com armas de fogo e explosivos a um café, cuja autoria foi reivindicada pelo Daesh.

Os restantes foram detidos por presumíveis vínculos a três novos grupos radicais identificados pela polícia, os quais operam na zona metropolitana de Jacarta, e planeavam atacar o aeroporto e a principal esquadra.

Um desses grupos -- liderado por Hendro Fernando -- recebeu 1.300 milhões de rupias (97.000 dólares ou 87.000 euros) em donativos a partir da Jordânia, Iraque e Turquia, indicou Badrodin Haiti, segundo a revista Tempo.

Outra organização, encabeçada por um extremista identificado como Helmi, estaria a planear atentar, com um carro-bomba, contra o quartel-general da polícia, enquanto um terceiro núcleo dedicava-se a agredir polícias de trânsito com armas brancas e paus.

Badrodin Haiti disse que o risco de um atentado terrorista no país se mantém elevado devido aos laços de vários destes grupos radicais com Bahrun Naim, um indonésio que luta nas fileiras do Daesh na Síria que é considerado o cérebro do atentado em Jacarta.

Especialistas em segurança acreditam que o Daesh tenta estabelecer-se na Indonésia para declarar um "califado regional".

As autoridades estimam que cerca de 500 indonésios tenham viajado para a Síria e para o Iraque para se juntarem ao Daesh, dos quais aproximadamente uma centena terá regressado ao país asiático.

A Indonésia, país em que os muçulmanos representam 88% dos seus 250 milhões de habitantes, sofreu vários ataques perpetrados por radicais islamitas, incluindo o cometido na ilha turística de Bali em 2002, que causou 202 vítimas mortais.

Lusa

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