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Homens pequenos da ilha Flores não são Homo Sapiens

Os pequenos humanos que viveram na ilha indonésia há cerca de 15 mil anos não eram Homo Sapiens, mas sim uma espécie diferente. Um novo estudo vem agora trazer mais "achas para a fogueira" deste debate antropológico.

Ilustração do Homo floresiensis ou Hobbit por Bobin's Peter Schouten AM

Ilustração do Homo floresiensis ou Hobbit por Bobin's Peter Schouten AM

Crânio de Homo Florensis.

Crânio de Homo Florensis.

Em 2003 foram descobertos fósseis de esqueletos do que foi batizado Homo floresiensis - ou "hobbits", dada a sua pequena estatura, um metro de altura e cerca de 25kg.

A controvérsia estalou para saber se pertenciam a um ramo desconhecido de homens primitivos ou espécimes do homem moderno deformados por doença.

Um novo estudo, baseado na análise dos ossos do crânio, vem agora demonstrar que este povo não era Homo sapiens.

Paleontólogos do Museu de História Natural de França e da Universidade Paris-Descartes estudaram o crânio mais intacto dos 9 que foram descoberto na ilha Flores - denominado Liang Bua 1 ou LB1. Garantem que a conclusão "é inequívoca": "Não encontrámos características da nossa espécie" - ou seja, Homo Sapiens, afirma Antoine Balzeau, cientista do Museu de História Natural, no estudo publicado no Journal of Human Evolution.

Embora tenham encontrado vestígios de pequenas enfermidades, não havia nada correspondente às principais doenças genéticas outros investigadores tinham apontado como responsáveis para as diferenças entre Homo Sapiens e Homo Floresiensis.

  • PSD e CDS assinalam 36º aniversário da morte de Francisco Sá Carneiro
    1:38

    País

    O presidente do PSD deixou críticas ao Partido Comunista, este domingo, a propósito do aniversário da morte de Francisco Sá Carneiro. Pedro Passos Coelho lembrou os festejos dos comunistas na altura, numa resposta a quem questionou a abstenção dos sociais-democratas ao voto de pesar a Fidel Castro, que o PCP levou ao Parlamento. Este domingo, tanto o PSD como o CDS-PP prestaram homenagem a Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.