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Impressora 3D cria orelha transplantável

Trata-se de uma impressora 3D que, em vez de tinta ou plástico, usa células. Já imprimiu orelhas, ossos e músculos. Chama-se ITOP e promete revolucionar a medicina regenerativa.

Fazer crescer orelhas humanas nas costas de ratos não é novidade. Produzi-las em impressoras 3D é que é.

Que o diga o responsável pelo projeto, Anthony Atala, do Instituto Wake Forest para a Medicina Regenerativa, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos que desenvolveu uma ITOP, Integrated Tissue and Organ Printing System ou em português, Impressora de Tecidos e Órgãos Integrados.

Esta impressora 3D propõe fazer, à medida, ossos, orelhas, músculos suficientemente estáveis para serem usados em transplantes. Em vez de tinta ou plástico usa células suspensas numa solução de gelatina e um polímero.

Tudo começa com uma TC, ou tomografia computorizada. O software lê a imagem e cria uma fórmula para a imprimir a estrutura do órgão que se pretenda imprimir. Num dos cartuchos há gel com as células, num outro o polímero e num terceiro o material biodegradável que irá suster a orelha impressa.

O grande desafio para a equipa era manter a orelha viva e isso foi conseguido com recurso ao material biodegradável que ajudou a tornar as estruturas mais fortes até o amadurecimento dos tecidos e estáveis para o transplante cirúrgico, com micro canais que funcionam como vasos sanguíneos e permitem transportar nutrientes e oxigénio às células. Um dia depois da impressão 91% das células mantiveram-se vivas.

De acordo com o médico Anthony Atala um dos responsáveis pelo projeto, os resultados indicam que a combinação de materiais "produziu um ambiente adequado para que as células se mantivessem vivas".

A descoberta, agora publicada na revista Nature Biotechnology, aumenta a esperança de usar tecidos vivos e adaptá-los às necessidades únicas de cada pessoa.

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