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Luanda precisa de mais 3 milhões de vacinas para combater febre-amarela

As autoridades angolanas já têm disponíveis mais de quatro milhões de vacinas contra a febre-amarela, mas faltam ainda três milhões de doses para garantir a total vacinação de Luanda, onde está concentrado o surto da doença.

© Handout . / Reuters (Arquivo)

A informação foi prestada hoje à Lusa pelo representante em Angola da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hernando Agudelo, explicando que a campanha extraordinária de vacinação em curso tem necessidade de mais sete milhões de doses da vacina para a capital angolana.

Esta campanha, que surge na sequência da epidemia da doença em Luanda, que já matou 77 pessoas, obrigará à vacinação de 6,8 milhões de pessoas - toda a população da capital angolana estimada presentemente -, pelo que a fórmula de cálculo, incorporando por exemplo os desperdícios, aponta para a necessidade de 7,3 milhões de doses da vacina.

"Para já temos que assegurar que as vacinas que já chegaram [adquiridas no exterior] se utilizam e ainda não foram utilizadas todas. Até ao momento já chegaram quatro milhões de doses", assegurou Agudelo.

A OMS, juntamente com o Ministério da Saúde de Angola, está agora a "tentar cobrir a diferença" necessária para esta campanha, com o representante daquela agência das Nações Unidas a recordar que atualmente há uma "pool mundial" de seis milhões de doses de vacinas para emergências.

"Normalmente os países pagam por isso [vacinas]. No entanto, quando há um risco desta natureza, primeiro pensamos na saúde das pessoas e depois no dinheiro", apontou.

O governo chinês anunciou este mês um apoio financeiro de 500 mil dólares a Angola, para a compra de vacinas contra a febre-amarela.

No epicentro da epidemia, no mercado "Quilómetro 30", em Viana, arredores de Luanda, a vacinação está a ser realizada por equipas de saúde das Forças Armadas Angolanas.

Este ponto de vacinação, como a Lusa constatou no local, está a receber população de outras zonas de Luanda, tendo em conta o reduzido número de postos com vacinas e a elevada preocupação com a propagação da doença.

Estas vacinas estão a ser distribuídas gratuitamente, mas já há relatos de valores cobrados no mercado paralelo que chegam a mais de 20 euros por cada dose administrada.

Lusa

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