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Igreja católica belga recebeu mais de 400 queixas de pedofilia desde 2012

A Igreja católica na Bélgica recebeu, desde 2012, mais de 400 queixas de alegadas vítimas de abusos sexuais cometidos por padres quando eram menores, anunciaram hoje responsáveis católicos.

"Arquitetura para uma Igreja pobre e servidora" é uma das conferências do programa de celebrações, a 17 de outubro, acompanhada por uma exposição que estará patente até 23 de outubro na sede nacional da Ordem dos Arquitetos, em Lisboa

"Arquitetura para uma Igreja pobre e servidora" é uma das conferências do programa de celebrações, a 17 de outubro, acompanhada por uma exposição que estará patente até 23 de outubro na sede nacional da Ordem dos Arquitetos, em Lisboa

© Miguel Vidal / Reuters

Em abril de 2010, o antigo bispo de Bruges Roger Vangheluwe confessou ter abusado de dois sobrinhos e apresentou a demissão. Esta confissão desencadeou a apresentação de milhares de testemunhos sobre abusos sexuais cometidos por padres ou membros das congregações religiosas ao longo de décadas na Bélgica.

Acusada de ter mantido o silêncio sobre os crimes e confrontada com uma crise, a Igreja decidiu, no início de 2012, apostar na transparência e convidou as vítimas a apresentarem-se através de dez "pontos de contacto", comprometendo-se num processo de indemnização.

Em 2012, 286 pessoas apresentaram-se num destes pontos de contacto. Em 2013, eram 37 e em 2014-2015, 95.

Ao todo, 418 "comunicações" no período 2012-2015, disseram, em conferência de imprensa, o bispo de Tournai (oeste), Guy Harpigny, e de Antuérpia (norte), Johan Bonny, na apresentação de um novo relatório anual das iniciativas da Igreja neste domínio.

As alegadas vítimas são, de um modo geral, relativamente idosas - 87% tinham mais de 40 anos e 41% mais de 60 - e 71% eram do sexo masculino. Os factos denunciados ocorreram há mais de 30 anos, em 80% dos casos.

Na altura dos factos, 89% das alegadas vítimas tinham menos de 18 anos e 23% menos de dez.

Os dois bispos pediram a outras eventuais vítimas "para se manifestarem" e "acabar com o tabu".

Lusa

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