sicnot

Perfil

Mundo

Série de ataques contra sucursais de bancos russos

Várias sucursais de pelo menos três bancos russos - Sberbank, VTB e Alfa Bank -- foram alvo de ataques nos últimos dias na Ucrânia, onde os sentimentos anti-Rússia persistem, divulgou hoje a polícia ucraniana.

Sberbank, um dos bancos russos atacados.

Sberbank, um dos bancos russos atacados.

© Maxim Shemetov / Reuters

Em Lviv, bastião nacionalista do oeste da Ucrânia, duas sucursais do banco público russo Sberbank e uma da entidade bancária russa VTB foram atacadas com 'cocktails molotov' na noite de domingo para segunda-feira, indicou a mesma fonte.

Os ataques provocaram danos materiais consideráveis em duas das sucursais, enquanto outra só registou uma montra partida, precisou a polícia num comunicado.

Uma das sucursais do banco público russo Sberbank foi destruída por um incêndio e foi obrigada a encerrar portas, afirmou, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, o gabinete de comunicação da instituição bancária.

A polícia local informou que abriu uma investigação criminal por "destruição premeditada de bens", um crime passível de ser punido até 10 anos de prisão. As autoridades referiram que até ao momento ninguém foi detido.

Em Marioupol, uma cidade portuária estratégica no leste da Ucrânia sob o controlo de Kiev, pessoas não identificadas partiram, no domingo de manhã, as montras de uma sucursal do banco Sberbank, informou hoje um 'site' noticioso local.

Também foram registados incidentes similares no centro da capital ucraniana.

Militantes de extrema-direita vandalizaram, no sábado de manhã em Kiev, duas sucursais do Sberbank e do Alfa Bank, bem como as instalações locais do grupo System Capital Management (SCM), cujo proprietário Rinat Akhmetov, o homem mais rico da Ucrânia, é acusado de ter ajudado os separatistas pró-russos no início da rebelião em 2014.

Após os incidentes, as autoridades policiais abriram um inquérito por "hooliganismo", mas nenhuma detenção foi anunciada até ao momento.

Os bancos públicos Sberbank e VTB, as duas principais instituições do setor bancário russo, constam entre as organizações visadas pelas sanções ocidentais impostas a Moscovo. O Alfa Bank é o primeiro banco privado da Rússia.

Moscovo e Kiev estão envolvidos numa crise sem precedentes desde que as forças pró-ocidentais chegaram ao poder na Ucrânia no início de 2014, situação que se agravou com a anexação russa da península da Crimeia, concretizada após um referendo fortemente contestado, e com o conflito com os separatistas pró-russos na região leste da Ucrânia, que já fez mais de 9.000 mortos.

Kiev e o Ocidente acusam a Rússia de armar os separatistas pró-russos e de ter enviado tropas regulares para a zona do conflito, o mais sangrento na Europa desde a guerra dos Balcãs na década de 1990.

Moscovo sempre rejeitou categoricamente qualquer implicação militar no conflito, mas o seu envolvimento na crise ucraniana fui punido com pesadas sanções económicas e uma degradação da relação com o Ocidente.

Lusa

  • Sismo registado esta manhã na região de Lisboa

    País

    Um sismo foi sentido esta manhã na região da Grande Lisboa. O abalo foi registado às 7h44, com epicentro em Sobral de Monte Agraço e magnitude de 4.3, informa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

    Em atualização

  • GNR resgata 45 sírios no mar Egeu
    2:28

    Crise Migratória na Europa

    A Guarda Nacional Republicana já resgatou quase 300 migrantes no mar Egeu, ao largo da Grécia, desde o início de maio. Esta quarta-feira de madrugada, os militares salvaram 45 sírios que tentavam chegar à Grécia numa embarcação de borracha.

  • Marine devolve bandeira do Japão 73 anos depois 
    2:13

    Mundo

    Setenta e três anos depois da batalha mais sangrenta do Pacífico, um veterano dos Estados Unidos cumpriu uma promessa pessoal. Marvin Strombo devolveu à família a bandeira da sorte de um soldado japonês, morto em 1944, em Saipan, na II Guerra Mundial. 

  • Autoridades usam elefantes para resgatar pessoas das cheias na Ásia
    1:31

    Mundo

    Mais de 215 pessoas morreram nas inundações que estão a devastar o centro da Ásia, e estima-se que três milhões tiveram de abandonar as casas. As autoridades estão a usar elefantes para resgatar locais e turistas das zonas mais afetadas e avisam que há dezenas de pessoas desaparecidas.