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FMI aponta "incerteza" relacionada com referendo britânico sobre UE

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou hoje que a "incerteza" quanto ao referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) pode pesar no investimento no país.

David Cameron, primeiro-ministro britânico.

David Cameron, primeiro-ministro britânico.

© Yves Herman / Reuters

Num relatório anual sobre a economia britânica, o FMI saudou "o desempenho sólido do Reino Unido" que teve um crescimento de 2,2% em 2015, podendo o Produto Interno Bruto aumentar ao mesmo ritmo em 2016 e 2017.

Os responsáveis da instituição internacional salientam, no entanto, que as perspetivas económicas do país estão sujeitas "a riscos e incertezas", entre as quais "o referendo sobre a permanência na União Europeia", que vai realizar-se a 23 de junho.

O relatório do FMI foi redigido pouco antes da cimeira europeia realizada na semana passada em Bruxelas, durante a qual, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, negociou com os seus homólogos europeus condições para que o país não deixe a UE.

O FMI considerou "difícil" avaliar o impacto económico de uma eventual saída britânica (Brexit), uma vez que os termos de uma continuação ainda não foram negociados e a natureza das relações entre as duas partes em caso de saída também é uma incógnita.

No entanto, acrescentou o FMI, "os analistas advertiram que o debate sobre a saída pode levar a um período de incerteza que pode pesar no investimento".

Depois de na sexta-feira ter chegado a acordo com os parceiros europeus, Cameron tem defendido a permanência do Reino Unido na UE.

As sondagens apontam para uma grande divisão de opiniões nesta matéria e o campo que defende a saída da UE foi há dias reforçado com participação na campanha do 'mayor' de Londres, Boris Johnson, membro do Partido Conservador, liderado por Cameron.

Lusa

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