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Johnson & Johnson condenada a pagar 65 M€ devido a pó de talco cancerígeno

Um júri do Estado norte-americano do Missouri condenou esta semana a multinacional Johnson & Johnson a indemnizar a família de uma mulher que morreu de cancro, alegadamente causado pela utilização do pó de talco da empresa de cosméticos.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Lucas Jackson / Reuters

A multinacional norte-americana foi condenada a pagar 72 milhões de dólares (65 milhões de euros) por danos e prejuízos de caráter punitivo, bem como uma indemnização de 10 milhões de dólares (cerca de nove milhões de euros).

A empresa anunciou hoje que contesta a decisão e que vai estudar as várias opções legais.

Na segunda-feira, um júri popular do Missouri decidiu a favor dos familiares de Jacqueline Fox, uma mulher que, segundo os advogados da família, usou durante décadas produtos da empresa, nomeadamente pó de talco para bebé, e a quem foi diagnosticado um cancro nos ovários. A mulher morreu em 2015.

A família de Jacqueline Fox decidiu interpor uma ação civil contra a multinacional, alegando que a empresa esconde há vários anos aos consumidores os riscos da utilização do pó de talco da marca, que alegadamente contém ingredientes cancerígenos.

"Apesar de entender a família, discordamos fortemente" da decisão, disse um porta-voz da empresa, em declarações à estação de informação norte-americana CNN, realçando que "a segurança do cosmético de talco é suportada por décadas de evidência científica".

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