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Massacres de autoproclamado Estado Islâmico podem vir a ser considerados genocídio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse hoje que pretende tomar uma decisão "muito brevemente" sobre se define formalmente como genocídio os massacres cometidos pelo grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.

John Kerry, secretário de Estado dos EUA.

John Kerry, secretário de Estado dos EUA.

© Gary Cameron / Reuters

Em causa, segundo o secretário de Estado norte-americano, estão os massacres cometidos contra a minoria yazidi no Iraque e possivelmente contra os cristãos no Iraque e na Síria.

"Vou tentar tomar esta decisão muito em breve", assegurou John Kerry, durante uma audiência no Comité de Assuntos Estrangeiros da Câmara de Representantes norte-americana.

Segundo a imprensa norte-americana, o Departamento de Estado está a analisar há alguns meses se vai qualificar como genocídio os assassinatos em série de yazidis, uma minoria religiosa com 500 mil a 700 mil pessoas concentradas no noroeste do Iraque, e que o autoproclamado Estado Islâmico prometeu eliminar.

Os congressistas norte-americanos pediram também que se aplique essa denominação para os cristãos mortos pelo grupo extremista no Iraque e na Síria e possivelmente para outras minorias religiosas.

Não incluir os cristãos "seria um ato de negação tão grave como a falta de reconhecimento por parte dos Estados Unidos do genocídio no Ruanda" em 1994, afirmou na audiência de hoje o congressista republicano Chris Smith.

John Kerry replicou que a decisão de recorrer à definição legal de genocídio "requer muita verificação de dados" e que há poucas semanas pediu ao gabinete jurídico do Departamento de Estado que avalie se o termo se pode aplicar à morte dos cristãos.

Lusa

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