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Bruxelas apresenta plano para combater tráfico de animais selvagens

A Comissão Europeia apresentou hoje um plano de ação para combater o tráfico de animais selvagens na União Europeia (UE), que visa, por exemplo, suspender a exportação de artigos antigos de marfim.

Suspender a exportação de artigos antigos de marfim é um dos objetivos do plano de ação da Comissão Europeia.

Suspender a exportação de artigos antigos de marfim é um dos objetivos do plano de ação da Comissão Europeia.

© Yves Herman / Reuters

O plano inclui 32 ações a realizar até 2020, centrando-se em prioridades como a prevenção do tráfico e a redução da oferta e da procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens.

O executivo comunitário quer também combater a criminalidade organizada de "forma mais eficaz através do reforço da cooperação entre os serviços de polícia competentes, designadamente a Europol" e reforçar a cooperação entre os países de origem, de destino e de trânsito, "incluindo um apoio financeiro estratégico da UE".

Segundo as informações divulgadas por Bruxelas, este plano mobiliza instrumentos nas áreas da "diplomacia, de comércio e de cooperação para o desenvolvimento, para lutar contra o que se tornou uma das atividades criminosas mais lucrativas no mundo".

"Cerca de oito a 20 mil milhões de euros passam anualmente pelas mãos de grupos criminosos organizados, o que o coloca ao mesmo nível do tráfico de drogas, de seres humanos e de armas", segundo a Comissão.

A elaboração do plano é da responsabilidade da Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, e do Comissário responsável pelo Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella.

"Se a situação continuar a este ritmo, uma criança que nasça hoje verá os últimos elefantes e rinocerontes selvagens morrerem antes do seu 25.º aniversário", comentou Vella.

Mais de 20 mil elefantes e mais de 1.200 rinocerontes foram assassinados em 2014, recordou a Comissão.

O plano será apresentado aos Estados-Membros para adoção nas próximas semanas.

Lusa

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