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Central de Fukushima pede perdão por ter substimado desastre

O presidente da empresa proprietária da central nuclear de Fukushima, Naomi Hirose, pediu perdão aos japoneses pela resposta durante o desastre de 11 de março de 2011, que subestimou a gravidade da situação.

© Toru Hanai / Reuters

"É verdade que não seguimos o manual que especifica os indicadores-chave nas distintas fases de fusão do núcleo. Lamentamos muito", disse Naomi Hirose, diante de uma comissão parlamentar, em declarações reproduzidas hoje pelos meios de comunicação social.

No mês passado, a Tokyo Electric Power (TEPCO) admitiu que poder-se-ia ter determinado muito antes que estavam a produzir-se fusões nos núcleos dos reatores da central danificados pelo terramoto e tsunami de 11 de março de 2011.

Os compêndios sobre as operações da empresa detalham que uma fusão ocorre quando mais de 5% do núcleo de um reator ficou danificado.

Apesar de três dias depois do tsunami a empresa estar ciente de que os danos nas unidades 1 e 3 eram aproximadamente de 55 e 30 por cento, respetivamente, não falou, na altura, de "fusão" nem comunicou publicamente o perigo que tal representava.

A elétrica não reconheceu que houve uma fusão parcial dos núcleos até maio de 2011.

Face às palavras de Hirose -- que não era presidente da TEPCO aquando do acidente --, o ministro da Indústria japonês, Motoo Hayashi, instou-o a impulsionar uma investigação independente que aprofunde o que aconteceu durante as primeiras semanas que se seguiram à tragédia a fim de se evitar a ocorrência de um episódio de contornos semelhantes.

O terramoto de magnitude 9 na escala de Richter que sacudiu a costa nordeste do Japão a 11 de março de 2011 provocou um tsunami que atingiu a central de Fukushima e a deixou sem refrigeração, originando a fusão dos núcleos de três dos seus reatores.

As emissões e derrames radioativos resultantes traduziram-se no pior desastre nuclear desde o de Chernobil (Ucrânia) em 1986.

Milhares de pessoas que residiam nas imediações da central antes do acidente continuam ainda hoje sem poder regressar a casa.

Lusa

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