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Uma equipa de cientistas japoneses descobriu uma bactéria capaz de comer o plástico usado nas garrafas descartáveis. A investigação pode abrir as portas a novos métodos para tratar o plástico que abunda no mundo.

Um homem recolhe lixo das águas do rio Citarum em Java, Indonésia, junho 2007

Um homem recolhe lixo das águas do rio Citarum em Java, Indonésia, junho 2007

© Crack Palinggi / Reuters

Lixo na praia na cidade do Panamá em, 2013

Lixo na praia na cidade do Panamá em, 2013

© Carlos Jasso / Reuters

Um homem recolhe lixo das águas do rio Citarum em Java, Indonésia, junho 2007

Um homem recolhe lixo das águas do rio Citarum em Java, Indonésia, junho 2007

© Dadang Tri / Reuters

Rapaz recolhe plástico do mar para vender em Jakarta, 2007

Rapaz recolhe plástico do mar para vender em Jakarta, 2007

© Beawiharta Beawiharta / Reute

Chama-se Indeonella Sakainesis. É uma bactéria que come plástico e promete ser uma ajuda de peso no combate à poluição dos oceanos.

Foi descoberta por um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Quioto e da Universidade de Keio e publicada, ontem, pela revista Science.

A bactéria foi detetada em alguns locais de reciclagem de plásticos. Usa enzimas que transformam as garrafas em comida.

Os investigadores descobriram ainda que estes micro-organismos demoraram seis semanas a digerir completamente uma fina película de PET de baixa qualidade, se a temperatura se mantiver estável no 30º centigrados.

O desafio é encontrar uma fórmula para, artificialmente, acelerar este processo e permitir uma "reciclagem" mais eficiente.

O plástico das garrafas é conhecido como Politereftalato de Etileno, ou PET, que também pode sre encontrado em roupa de polyester, embalagem de comida congelada e embalagens blister.

Por ser um material leve, incolor e resistente tem vantagens para a indústria mas tem um lado negro: o processo de biodegradação é extremamente lento.

Agora há esperança. Podem estar a caminho novos métodos para tratar os mais de 50 milhões de toneladas de plástico fabricado pelo homem e outras tantas que flutuam nos oceanos.

Em 2014, um estudo revelava que havia mais de 268 mil toneladas de plástico a boiar no planeta.

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