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Livreiro de Hong Kong admite contrabando de livros proibidos na China

Um dos cinco livreiros de Hong Kong desaparecidos durante meses, que reapareceu há uma semana na antiga colónia britânica, admitiu que fez contrabando de livros proibidos, críticos em relação a membros do Partido Comunista, no interior da China.

© Bobby Yip / Reuters

Segundo o South China Morning Post (SCMP), que escreve com base em informações do diário Sing Tao Daily -- também publicado em Hong Kong, mas com uma linha editorial próxima a Pequim --, o livreiro Cheung Chi-ping reconheceu o contrabando de livros proibidos no interior da China, mas que podem ser vendidos em Hong Kong.

Cheung admitiu a sua participação nesta atividade, mas disse que não era mais do que um cúmplice e que não tinha um papel importante no negócio.

Também disse que não sofreu coação ou tortura durante o período em que esteve detido no interior da China e que não foi obrigado a fazer nada contra a sua vontade.

No entanto, não forneceu detalhes sobre a forma como entrou na China ou foi detido pelas autoridades chinesas, já que as autoridades de Hong Kong não têm registo da sua saída do território.

Este é um mistério que envolve outros quatro livreiros ligados à mesma editora de Hong Kong que publicava livros críticos do regime chinês.

O seu desaparecimento, no final do ano passado, durou meses, tendo levantado suspeitas de que tivesse sido sequestrado pelas autoridades chinesas.

O livreiro voltou a Hong Kong no dia 6 de março, embora tenha regressado à China de forma quase imediata, dois dias depois do regresso a Hong Kong do seu chefe na editora, Lui Por, e retirou a queixa pelo seu desaparecimento.

Segundo escreve o SCMP, o jornalista do Sing Tao Daily esbarrou por acaso com o livreiro, que entrevistou, e que lhe disse que vivia livremente na cidade de Dongguan, no sul da China, depois de ter sido libertado pelas autoridades chinesas.

Lusa

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