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Lula da Silva toma posse como ministro em clima de protestos

O ex-Presidente Lula da Silva tomou posse, em Brasília, como ministro da Casa Civil, entre protestos pró e contra o Governo um pouco por todo o país. À chegada ao salão onde decorreu a cerimónia, Lula foi recebido com palavras de ordem como "Lula guerreiro do povo brasileiro".

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Foram igualmente empossados os novos ministros da Justiça, Eugénio Aragão, da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes, e ainda o chefe de Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner.

As nomeações ocorrem em clima de protestos um pouco por todo o país, numa altura em que a Presidente Dilma Rousseff arrisca a abertura de um processo de impugnação.

Os manifestantes estão contra a escolha de Lula da Silva, investigado no âmbito da Operação Lava Jato, para ministro, o que confere ao ex-Presidente foro privilegiado, podendo apenas ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

Os protestos acontecem também depois de terem sido divulgadas gravações de escutas de conversas entre Dilma Rousseff e Lula da Silva, em que a Presidente diz ao seu antecessor que mandou alguém entregar o termo de posse do ex-Presidente como ministro, para o caso de ser necessário.

As conversas foram gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial antes de a Presidente anunciar publicamente que o ex-chefe de Estado seria ministro chefe da Casa Civil.

A Polícia Federal diz que as escutas demonstram a tentativa da Presidente de interferir nas investigações.

"Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimónia de posse coletiva, a Presidente encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro", justificou a Presidência.

Na quarta-feira, houve protestos em várias cidades do país, incluindo em frente ao Palácio do Planalto, a sede do Governo, onde os manifestantes tentaram entrar e onde também se registaram animosidades entre manifestantes pró e contra Dilma.

Lusa

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