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Estados Unidos, NATO e União Europeia condenam atentado de Istambul

A União Europeia (UE), os Estados Unidos e a NATO condenaram o atentado suicida perpetrado este sábado no centro de Istambul que fez cinco mortos e 36 feridos, um dos quais português.

© KEMAL ASLAN / Reuters

"A zona turística de Istambul sofreu mais um ataque à bomba e de novo as consequências são dramáticas. Estendemos as nossas mais profundas condolências às famílias e amigos dos mortos e esperamos uma rápida recuperação dos feridos", lê-se num comunicado do Serviço Europeu de Ação Externa.

"Reiteramos a nossa solidariedade e apoio à Turquia que, como toda a comunidade internacional, enfrenta a ameaça do terrorismo", acrescenta.

Também em comunicado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos manifestou uma "condenação enérgica" do "sangrento ataque", "o mais recente de uma série de atos de violência indefensáveis contra inocentes na Turquia".

"Os Estados Unidos estão solidários com o seu aliado turco no combate à ameaça comum do terrorismo", acrescenta o texto.

Na NATO, um comunicado do secretário-geral, Jens Stoltenberg, condena "com firmeza" o ataque "contra civis inocentes" e contra "o aliado Turquia".

"Não pode haver justificação para o terrorismo. Os aliados da NATO estão com a Turquia, unidos na determinação de lutar contra o terrorismo em todas as suas formas", acrescentou.

O atentado na rua Istiklal, uma artéria pedonal do centro de Istambul, foi cometido por um atacante suicida que morreu no local, segundo as autoridades turcas.

O ataque não foi reivindicado até ao momento, mas a imprensa turca atribui-o ao grupo extremista Estado Islâmico.

Além do atacante, três israelitas e um iraniano morreram. A maioria dos feridos é de nacionalidade estrangeira, segundo a imprensa turca: um português, um alemão, um islandês, um iraniano, dois irlandeses e 11 israelitas.

Pelo menos três dos feridos estão em estado grave.

Segundo a secretaria de Estado das Comunidades, o português sofreu ferimentos sem gravidade e recebeu tratamento hospitalar.

A televisão CNN-Türk noticiou que os investigadores admitem que o grupo de turistas israelitas fosse o alvo do ataque.

Lusa

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