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FlyDubay vai indemnizar com 17,7 mil € cada família das vítimas

A FlyDubai anunciou hoje que vai indemnizar com 20 mil dólares cada família dos 62 passageiros que morreram na madrugada de sábado na queda do Boeing da companhia aérea em Rostov-on-Don, no sul da Rússia.

Um memorial improvisado às vítimas do voo FZ981, junto ao aeroporto de Rostov-on-Don

Um memorial improvisado às vítimas do voo FZ981, junto ao aeroporto de Rostov-on-Don

© Maxim Shemetov / Reuters

De acordo com a nota, esta compensação financeira, de cerca de 17,7 mil euros, destina-se a satisfazer as necessidades económicas urgentes dos familiares das vítimas, refere a companhia, em comunicado.

"A nossa preocupação está em contactar com as famílias que perderam os seus entes queridos neste triste acidente", acrescenta a nota da FlyDubai.

Um Boeing 738 da FlyDubai despenhou-se na madrugada de sábado, às 00:50 em Lisboa, a uns 250 metros da pista de aterragem em Rostov-on-Don, no sul da Rússia, causando a morte de 62 passageiros.

As equipas russas de resgate já localizaram 183 fragmentos dos corpos das vítimas no local da tragédia e os trabalhos de busca continuam num território de dez hectares, informou a meios russos um porta-voz do ministério russo de Situações de Emergência.

A força com que se precipitou contra o solo o Boeing da companhia dos Emirados Árabes e a explosão que se seguiu ao choque desfez em pedaços o aparelho e espalhou os seus restos num raio de um quilómetro à volta do epicentro do sinistro.

O avião caiu bruscamente sobre o aeroporto da cidade de Rostov-on-Don depois de passar duas horas e meia às voltas sobre a cidade do sul da Rússia à espera que as péssimas condições meteorológicas permitissem a aterragem.

O presidente executivo da FlyDubai, Gaiz al-Gaiz, assegurou que tanto o piloto, de nacionalidade cipriota, como o copiloto reuniam uma avultada experiência com mais de 5.700 horas de voo cada.

A maioria dos passageiros falecidos era russa, praticamente todos da região de Rostov-on-Don, que tinham viajado aos Emirados Árabes em turismo.

Lusa