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Igreja Católica venezuelana pede ao Governo para proteger cidadãos da criminalidade

A Igreja Católica denunciou este domingo que existem zonas da Venezuela "em mãos da criminalidade" e apelou ao Governo venezuelano para garantir proteção aos cidadãos e para que combata o narcotráfico e a corrupção.

© Tony Gentile / Reuters

"Temos que evitar o caminho do crime e da morte. É uma pena que haja tanta gente nas escuridão da morte, como os que mataram em Tumeremo (recente massacre de mineiros). É uma pena que tenham (o Executivo) escondido o caso. Dizem que não aconteceu nada, mas há 27 mortos com tiros na cabeça", disse o arcebispo de Caracas.

Monsenhor Jorge Urosa Savino falava numa concorrida missa de Domingo de Ramos, que teve lugar na Catedral de Caracas, durante a qual recordou que o massacre dos mineiros ocorreu a 4 de março e foi denunciado pelos familiares das vítimas e pela própria Igreja, o que mais tarde veio a ser confirmado pelas autoridades.

Por outro lado denunciou que na Venezuela "há gente que tem enriquecido roubando ou vendendo alimentos a preços elevados" numa alusão à atividade dos "bachaqueros", nome local dado aos vendedores informais que compram, açambarcam e depois revendem produtos básicos escassos no mercado local a preços mais caros.

"Tudo isto é a escuridão da morte. Por isso, nesta Semana Santa devemos aproximar-nos de Deus e deixar essa escuridão. Há zonas do país que estão nas mãos de criminosos. E zonas de paz onde (as autoridades) não enviam polícias e que também estão controladas por criminosos", disse.

Por outro lado, recordou que o papa Francisco apela para se "contemplar a infinita misericórdia de Deus, a valorizá-la e a senti-la" e pediu ao Governo para libertar os presos políticos e à população para "não enveredar pelo caminho do narcotráfico, do ódio, da amargura, da corrupção administrativa e da busca de dinheiro sobre todas as coisas".

Jorge Urosa Savino recordou que Jesus não se metia na política e por isso "decidiram eliminá-lo, porque lhes estava a mudar a religião" e fez um paralelo com a situação venezuelana onde as pessoas estão a ser discriminadas pela tendência política.

"Há muita gente sofrendo pela tristeza, pelo abandono, o fracasso, pela doença de um familiar e até pela discriminação no trabalho", disse.

Por outro lado, em declarações aos jornalistas, o arcebispo lamentou que "o Governo venezuelano tenha imposto um modelo económico marxista-comunista" que tem deteriorado a produção no país e causado a falta de abastecimento de produtos.

"Não podemos continuar como vamos, com a escassez de alimentos, o racionamento de eletricidade, entre outros problemas. O Governo deve compreender que isso não pode continuar, tem de haver um bom diálogo para solucionar esta situação e para que o país possa avançar", disse.

Segundo Jorge Urosa Savino, a visita que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá realizar ainda hoje a Havana, Cuba, "é conveniente para a Venezuela", vincando que "é necessário um diálogo internacional para procurar uma solução para a crise económica, política e social" venezuelana.

Lusa

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