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ONU diz que ainda não se fez "o suficiente" para eliminar a discriminação racial

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu hoje que ainda não se fez "o suficiente" para eliminar a discriminação racial, lamentando a "onda de intolerância", assente em "oportunismo político", que varre o mundo atualmente.

© Denis Balibouse / Reuters

Na mensagem divulgada hoje a propósito do Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, assinala que "o mundo percorreu, sem dúvida, um longo caminho para assegurar a igualdade de direitos e a não discriminação".

Porém, assiste-se atualmente "a uma onda de intolerância, visões racistas e violência impulsionada pelo ódio", alerta, sublinhando que "a discriminação racial e a violência contra certas comunidades têm vindo a aumentar".

Ban Ki-moon constata que "as dificuldades económicas e o oportunismo político estão a desencadear o aumento das hostilidades em relação às minorias", apontando o caso concreto da "violência contra refugiados e migrantes e, em particular, contra os muçulmanos".

Esse "oportunismo político" tem partido, sobretudo, de partidos de extrema-direita, que "estão a fomentar divisões e mitos perigosos", mas também "os partidos do centro começaram a endurecer as suas posições", realça o máximo responsável da ONU.

"A xenofobia está a aumentar de forma alarmante em países outrora moderados", avalia Ban Ki-moon, que, ao "risco de fratura social, instabilidade e conflito", contrapõe "os direitos e a dignidade para todos, a diversidade e o pluralismo".

Lusa

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