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Abdeslam "não sabia" dos ataques em Bruxelas e quer ser julgado em França

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Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques de novembro do ano passado em Paris, mudou de ideias e que voltar a França "o mais rápido possível", disse esta manhã o seu advogado, garantindo também que nada sabia sobre os atentados de Bruxelas. Absdelam é ouvido hoje em tribunal, na capital belga.

Polícia numa das entradas do tribunal onde é ouvido Abdeslam

Polícia numa das entradas do tribunal onde é ouvido Abdeslam

YOAN VALAT

O carro onde seguiria Absdeslam, à chegada ao tribunal, esta manhã

O carro onde seguiria Absdeslam, à chegada ao tribunal, esta manhã

Última atualização às 10:19

A declaração surpreendente foi feita à porta do tribunal pelo advogado Sven Mary: "Salah Abdeslam pediu-me para vos informar que ele deseja partir para França o mais rápido possível".

O advogado acrescentou que Abdeslam "quer explicar-se em França". Até lá, acrescentou, "permanecerá calado" e "não colaborará" com as autoridades belgas na investigação do atentado de terça-feira em Bruxelas.

De acordo com a France Press, Sven Mary disse também que o seu cliente "não sabia" dos ataques na capital da Bélgica.

Abdeslam foi detido na passada sexta-feira no bairro de Molenbeek, em Bruxelas. Estava em fuga há quatro meses e durante esse tempo terá permanecido na Bélgica.

A justiça belga acusou Abdeslam de homicídio terrorista e as autoridades francesas pretendem a extradição.

Logo após a detenção, o advogado de Salah Absdelam afirmou que pretendia ser julgado na Bélgica e que estaria disponível para colaborar com as autoridades.

Sven Mary explicou agora que, terça-feira, os investigadores do atentado de Paris falaram com Abdeslam, após o que o suspeito pediu para o ver com urgência, altura em que lhe comunicou a decisão de aceitar a extradição para França.

Salah Abdeslam poderá estar envolvido no planeamento dos ataques de terça-feira em Bruxelas. Os três bombistas suicidas até agora identificados tinham ligações a Abdeslam.

Com Lusa

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