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CIA fotografa detidos nus e envia-os para serem torturados noutros países

A prática da CIA em despir os seus prisioneiros tornou-se conhecida com a publicação de uma investigação feita pelo Senado norte-americano sobre a tortura na era de George W. Bush. Agora ficou a saber-se que a CIA tira fotos dos prisioneiros nus antes de os enviar para outros países, onde vão ser torturados.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Reuters Photographer / Reuters

Segundo o The Guardian, a prática advém das detenções feitas pelos Estados Unidos após o 11 de setembro.

Não se sabe ao certo quantas pessoas foram apanhadas pela CIA e expostas a estas condições, mas sabe-se que existem cerca de 14 mil fotografias

Em algumas, os cativos aparecem vendados, amarrados, mostram hematomas visíveis e podem ver-se alegados membros dos serviços secretos norte-americanos ao lado dos detidos sem roupa.

De acordo com a CIA, as fotos serviam para isentar a agência de responsabilidades em quaisquer maus-tratos feitos às mãos de outras agências de informação.

No entanto, os especialistas em direitos humanos falam em humilhação sexual e o caso poderá vir a ser visto como um crime de guerra. A lei internacional dos direitos humanos proíbe que os presos sejam fotografados de maneira a comprometer a sua dignidade.

Uma investigação do Senado sobre a tortura na era de George W. Bush, publicada em 2014, expôs as formas de detenção e interrogatório utilizadas pela CIA.

Esta investigação revelou que a CIA tem como rotina despir os seus prisioneiros. Várias vezes a nudez ocorre juntamente com outros tipos de tortura, como algemar os prisioneiros ou deixá-los passar frio. Num destes casos, um prisioneiro acabou por morrer.

A CIA recusou comentar sobre o assunto.

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