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FBI também pediu ajuda à Google para desbloquear telemóveis

O Governo norte-americano afirma que a sua campanha para obrigar a Apple a desbloquear um telemóvel iPhone foi um caso isolado, mas uma nova investigação revela um esforço sustentado que teve também como alvo a gigante tecnológica Google.

© Neil Hall / Reuters

"Embora o FBI (polícia federal norte-americana) já não precise da ajuda da Apple [para desbloquear o telefone do autor de um tiroteio em dezembro passado, na localidade californiana de San Bernardino], o seu pedido foi parte de um esforço sustentado do Governo para exercer um novo poder", defende a organização American Civil Liberties Union (ACLU).

O grupo de defesa dos direitos civis publicou hoje na sua página da internet um mapa interativo mostrando que o Governo utilizou a lei de 1789 com a qual tentou obrigar a Apple a desbloquear um iPhone em dezenas de casos desde 2008.

"Descobrimos 63 casos confirmados em que o Governo (...) emitiu uma citação judicial para obrigar a Apple ou a Google a fornecer ajuda para aceder a dados armazenados em dispositivos móveis", garante a ACLU.

A investigação realizada pela organização indica que, na maioria dos casos, trata-se de casos relacionados com drogas.

A informação surge apenas uns dias depois de o departamento de Justiça ter anunciado já não precisar da ajuda da Apple para desbloquear o telefone do autor do tiroteio de San Bernardino, por já ter conseguido aceder aos dados do aparelho.

O FBI tinha pedido à Apple que criasse um 'software' que permitisse aos seus investigadores aceder ao conteúdo do telemóvel, mas a Apple recusou-se, alegando que ao fazê-lo poria em perigo a segurança dos milhões de iPhones no mercado.

Num dos casos, relacionado com uma investigação sobre drogas na Califórnia, no ano passado, os procuradores do ministério público obtiveram uma intimação judicial exigindo que a Google ajudasse as autoridades a aceder aos dados de dois telefones que usavam o sistema operativo Android, desenvolvido pela empresa.

Pedidos semelhantes foram também feitos à Google em casos de outros Estados do país.

Lusa

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